VERBA INDENIZATÓRIA

Em Juara o “bicho pegou”. Em Rondonópolis um “pente fino” já seria bem-vindo

por GazetaMT

12 de Janeiro de 2017, 10h15

Em Juara o “bicho pegou”. Em Rondonópolis um “pente fino” já seria bem-vindo
Em Juara o “bicho pegou”. Em Rondonópolis um “pente fino” já seria bem-vindo

Chamou a atenção notícia veiculada na imprensa de todo o Estado, direto da 1ª Promotoria de Justiça Cível do município de Juara, cá Mato Grosso. O órgão ingressou com ação civil pública com pedido liminar requerendo a suspensão da chamada verba indenizatória paga aos vereadores da cidade. Também foi requerida a indisponibilidade de bens no montante de R$ 1,3 mi dos parlamentares da legislatura de 2013 a 2016 que receberam valores indenizatórios, indevidamente. Por parlamentar, o pedido de bloqueio varia de R$ 6 a R$ 147 mil. De tão interessante o tema, cabe trazer certa reflexão aqui para o Legislativo de Rondonópolis.

Entre 2013 a 2016, cada um dos 21 vereadores rondonopolitanos recebeu o valor de R$10 mil/mês agregado ao salário de parlamentar -iguais R$10mil/mês. A quantia, como explicam os Autos, é destinada ao custeio de atividades extra gabinetes, como viagens a trabalho, ações junto à comunidade, etc.

Justa ou não, fato é que a verba indenizatória se tornou alvo de polêmica. Mal utilizado o dinheiro, absurdo o montante... As discussões se tonaram mais calorosas no final de 2016, quando foram publicados comparativos entre dinheiro gasto e serviço prestado. O bicho pegou.

Houve, bem da verdade, vereador que não saiu da toca. E os R$10 mil?.. Como antigamente se dizia, o gato comeu. Gastos extras existem quando se realiza atividade, caso contrário acumula. E acumulou.

Passadas as eleições, parte da Casa se renovou e a verba já entrou na principal pauta de discussões. Recém eleito, o vereador tucano Subtenente Guinâncio cumpriu compromisso de campanha e protocolou pedido de suspensão do próprio repasse. Há quem jure que o vereador, em curto prazo, se arrependerá. O tempo é quem vai dizer.

Caso queira rodar o Estado, ser atuante, terá o vereador que desembolsar recurso. Sem a verba indenizatória, ficará a cargo do bolso próprio. Tira de casa e gasta na rua. Ao que parece, porém, não está preocupado o eleito.

Dos 21 vereadores de Rondonópolis, ninguém mais abraçou a causa. Não abrem mão do cascalho adicional. Faz parte e o povo paga. Normal. Talvez caiba, porém, aproveitando o ápice fiscalizador popular, cobrar pente fino.