Resposta
Mauro Campos rebate críticas ao PT e diz que SDD é uma 'contradição'
Presidente do diretório do PT disse que partido não se afastou dos trabalhadores e criticou aliança entre SDD e PSDB no âmbito nacional
12 de Outubro de 2013, 11h08
O presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), vereador Mauro Campos, negou que a legenda tenha 'abandonado' os trabalhadores e deixado um 'vácuo' no cenário político brasileiro. A negativa veio em resposta às afirmações feitas nesta semana ao GazetaMT pelo presidente do recém-criado Partido da Solidariedade (SDD) em Rondonópolis, Valdir Correa.
"Respeito a opinião de todos, mas é preciso dizer que ele foi deselegante e faltou com a verdade. O PT nunca se afastou dos trabalhadores, ao contrário. Nos governos de Lula e Dilma temos buscado melhorar a qualidade de vida do povo e, por isso mesmo, somos hoje um dos maiores partidos do Brasil e da América Latina", afirma o petista.
Conforme Mauro Campos a gestão do PT mantém a proximidade com o sindicalismo (setor onde o PT surgiu), mas expandiu o diálogo através da realização das conferências municipais, regionais e nacional.
"Buscamos outras alternativas de organização, envolvendo a participação popular dos trabalhadores e da sociedade como um todo. Este modelo de conferências foi implantado na gestão do ex-presidente Lula com resultados importantes. Nunca nos omitimos ou distanciamos da classe trabalhadora. Na verdade estamos ampliando o diálogo".
O dirigente do PT disse reconhecer que o partido passou por problemas, mas acredita que a legenda continua sendo um exemplo de organização, democracia e transparência.
"Somos o único partido no mundo que realiza um processo de eleições diretas para escolher os dirigentes em todas as instâncias. Diferente do que ocorre nas outras legendas, no PT todos os filiados participam das decisões".
Contradição
Mauro Campos disse respeitar a história de vida do presidente provisório do SDD em Rondonópolis, Valdir Correa, mas acusou o novo partido de tentar confundir o eleitorado brasileiro ao adotar um discurso diferente da prática.
"A liderança maior deles, o deputado federal Paulinho da Força Sindical, já acertou o apoio ao PSDB nas eleições do ano que vem. Não dá para imaginar um partido que diz defender a classe trabalhadora se aliando ao PSDB. Não tem lógica, é uma contradição", alega.
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