fogo amigo
Novo presidente do PT diz que administração carece 'correções pontuais'
Paulo Isaac afirma que a sigla continuará apoiando a administração municipal, mas criticou a forma como foram encaminhadas algumas questões
12 de Novembro de 2013, 09h28
O novo presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), o professor universitário Paulo Isaac, eleito no último domingo, 10, afirma que a sigla continuará apoiando a administração municipal comandada pelo prefeito Percival Muniz (PPS), mas criticou a forma como algumas questões foram encaminhadas e citou a necessidade de 'correções pontuais'.
"Nós não descartamos as alianças nem em nível municipal, estadual e nem nacional. A administração municipal tem muitas parcerias com o Governo Federal e nós precisamos estreitar esse laço para que os recursos que vêm para o Município sejam realmente aplicados como é previsto em lei e de forma democrática, de forma que todo mundo participe da condução dessas políticas", afirmou.
Em 2012, o PT disputou a eleição com candidatura própria para prefeito, o atual coordenador do Procon, Juca Lemos, mas após o período sucessório, o partido achou por bem se aliar à administração e, em troca, pôde indicar o cargo no Procon e indicou também o vereador Mauro Campos para a vice-presidência da Mesa Diretora da Câmara na coalizão governista.
Agora, os petistas querem rediscutir o caso, até pelo fato de que algumas pessoas, como o próprio Juca Lemos, terem deixado as fileiras do PT. "Essa questão vai ser rediscutida, por que nós queremos fazer valer a política nacional do PT, que preceitua que a pessoa que ocupa cargo tem que dar contribuição partidária e levar a política do partido no cargo que ocupa. Queremos que a aliança seja política, e não meramente de ocupação de cargos", disse Isaac.
O dirigente afirma haver a intenção de continuar na base de apoio da administração, mas aponta falhas. "A maioria dos nossos filiados apoia a administração, mas existem setores descontentes, que questionam questões pontuais, como a forma como foi colocada a questão do aumento do IPTU, sem conversar com a sociedade. Também tem se falado em fechar escolas do município, a questão salarial dos servidores", apontou.
"Há um descontentamento, mas não é nada que não possamos discutir. Queremos conversar isso com o prefeito. O nosso vereador nunca causou nenhum embaraço ao prefeito e podemos continuar apoiando, mas essa aliança tem que ser política. Nós queremos propor e discutir as ações da administração, por que achamos que temos contribuições a dar", concluiu Paulo Isaac.