legislativo
Com maioria na Câmara, Fulô já tem composição de nova Mesa Diretora e fala em mais adesões
O grupo conta com a adesão de 12 dos 21 vereadores, número mais do que suficientes para garantir a sua eleição
12 de Novembro de 2014, 06h00
Mesmo depois de ter seu propósito de antecipar as eleições da Mesa Diretora da Câmara derrotado, o grupo de parlamentares liderados pelo vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), continua na ativa e já conta com a adesão de 12 dos 21 vereadores, número mais do que suficientes para garantir a sua eleição. O grupo deve se reunir na noite dessa terça-feira, 11, para avançar nas articulações, visando inclusive atrair mais vereadores, mas já há um consenso sobre a composição da nova Mesa, ainda que momentâneo, já que a conversa pode ser reaberta com a adesão de novos vereadores.
O grupo, que não se classifica como de oposição à administração do prefeito Percival Muniz (PPS), é composto atualmente pelos cinco vereadores da bancada do PMDB, que além de Fulô, tem também os vereadores Adonias Fernandes, Cláudio da Farmácia, Dr. Manoel e Thiago Silva; pelos dois do PR, Olímpio Alvis e Hélio Pichioni; os dois vereadores do PROS, Marcelo Marques e Denilson Sodré, o Dico; os dois vereadores do PP, Cido Silva e Roni Magnani, além de contar com o apoio do vereador Jailton do Pesque Pague (PDT).
"Agora é doze, mas ainda cabe mais uns dois", disse Fulô, que emendou que a chapa construída pelo grupo terá, além do próprio Fulô na presidência, Olímpio Alvis como vice, Roni Magnani como primeiro secretário e a segunda secretaria estaria reservada para o vereador Dico.
Como principal bandeira, o grupo tem a ' recuperação' da independência do Legislativo em relação ao Executivo, que tem abusado dos projetos com pedido de urgência para serem votados, o que não permite aos edis analisarem melhor a matéria, além de não responder aos pedidos de informação dos vereadores. "Nós estamos aqui para ajudar a cidade, mas não podemos só ficar dizendo amém para o prefeito. Nós estamos aqui para votar o que é de interesse da cidade, mas temos que ver o lado da Câmara, da sua independência enquanto poder. Mas não se trata aqui de um grupo de oposição ao prefeito, de forma alguma", disse.
Ele adiantou ainda que, em caso de sua eleição para o cargo mais importante do Legislativo, pretende cobrar na Justiça que a prefeitura responda os requerimentos de informação dos vereadores. "Se eu sou presidente, ia chamar a assessoria jurídica e acionar o Ministério Público para fazer a prefeitura cumprir os prazos e nos fornecer as informações aprovadas em Plenário. Eu vejo que há muita falta de boa vontade sobre atender os pleitos dos vereadores sobre informações e também sobre o comparecimento de diretores de autarquias e secretários municipais. Eles virem aqui se explicar não vai tirar pedaço de ninguém, até por que eles estão lá é para isso mesmo", concluiu.