Sem corporativismo
OAB divulga nota e diz que vai apurar conduta de advogado preso em Rondonópolis
12 de Novembro de 2014, 11h20
A subseção da OAB agiu rápido para tentar desfazer a má impressão causada após a prisão de um advogado que tentou entrar com celulares no presídio da Mata Grande.
A Polícia afirma que os aparelhos seriam entregues a um preso que é cliente do advogado Valdir Scherer. Acionada, a OAB enviou representantes para o local e acabou dando a impressão de que agia de forma corporativa - protegendo alguém flagrado na prática de crime.
O caso ocorreu na terça-feira e na manhã desta quarta-feira (12) o presidente da subseção de Rondonópolis, Ronaldo Batista Alves Pinto, encaminhou nota à imprensa esclarecendo a atuação da ordem. Segundo ele, o objetivo foi apenas garantir as prerrogativas do profissional, 'sem fazer julgamento de mérito'.
Na mesma nota, a OAB informa que abrirá um processo administrativo para apurar a condutado advogado.
Veja abaixo a íntegra da nota encaminhada pela subseção da OAB.
Nota Ordem dos Advogados de Brasil - subseção Rondonópolis
Nesta terça-feira (11-11), uma comissão desta subseção compareceu à Penitenciária Major Eldo de Sá (Mata Grande) para acompanhar, infelizmente, a condução do advogado Valdir Scherer que tentou ingressar naquele estabelecimento com aparelhos celulares que seriam entregues a um reeducando.
Nosso papel foi de garantir as prerrogativas do profissional, sem fazer julgamento de mérito, posto que esse julgamento será realizado pelo Tribunal de Ética e Disciplina, em processo administrativo que será instaurado para apuração da conduta do advogado.
Atenciosamente,
Dr. Ronaldo Batista Alves Pinto - OAB/MT 7.556-B
Presidente da Subseção de Rondonópolis - OAB/MT