POLÊMICA

Barbudo defende votação da PEC da prisão em segunda instância

por GazetaMT

12 de Novembro de 2019, 06h57

Barbudo defende votação da PEC da prisão em segunda instância
Barbudo defende votação da PEC da prisão em segunda instância

O deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) defendeu a necessidade de uma célere tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê que condenados pela Justiça em segunda instância iniciem o cumprimento da pena. O parlamentar discorda da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na última semana assegurou a constitucionalidade do artigo que prevê a presunção de inocência até o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos aos réus, mas salienta que é preciso respeitar a decisão do STF.

“Não vejo motivos para mudar a jurisprudência neste momento, entendo como algo no mínimo, muito estranho. Mas o Supremo é autônomo e precisamos respeitar este posicionamento”, ressaltou o parlamentar ao defender que a mudança ocorra no texto constitucional, assegurando o retorno do entendimento anterior.

Barbudo optou por antecipar sua ida a Brasília nesta segunda-feira (11) e já participa de reuniões e encontros visando acelerar a tramitação da PEC 410/18, que abre a possibilidade de antecipação do cumprimento da pena. “Sou totalmente favorável à prisão após o julgamento em segunda instância e resolvi seguir antes para Brasília para me juntar aos que defendem isso e lutarmos pelo avanço desta PEC”, reiterou o parlamentar ao justificar sua antecipação para a capital federal, cancelando agenda no interior do estado.

O texto está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, presidida pelo deputado Felipe Francischini (PSL-PR), que já manifestou a intenção de colocar a PEC em pauta nesta semana. “Não faço parte da Comissão, mas apoio que isso de fato ocorra e que a proposta avance e que vá para apreciação no Plenário, para mostrarmos ao Brasil que não compactuamos com a impunidade”, afirmou Barbudo.

Na última semana (07/11), por 6 votos a 5, os ministros do STF derrubaram o entendimento de 2016 que previa a possibilidade do cumprimento de pena após julgamento em segunda instância.