Odebrecht
Requião diz que delações da Odebrecht atingem o governo e Congresso e pede eleições já
Além disso, 97% dos participantes disseram que os interesses do povo, e não os dos bancos, devem definir os destinos do país
12 de Dezembro de 2016, 15h16
O senador Roberto Requião, (PMDB-PR) afirmou nesta segunda-feira (12) que, após o vazamento da primeira de 77 delações de executivos da Odebrecht, em que foram listados dezenas de políticos, não resta saída ao Senado senão cancelar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos, da reforma da Previdência e do projeto (PLS) 204/2016 — complementar) de securitização das dívidas de estados e municípios.
Ele sugeriu a convocação de eleições gerais para que as reformas de que o país precisa sejam votadas por representantes sintonizados com os interesses dos brasileiros e não com os dos banqueiros e empreiteiros.
Requião afirmou que a delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, colhida no âmbito da Operação Lava Jato, revela a privatização do Congresso Nacional a partir de doações das empreiteiras.
— Não podemos ser indiferentes às denúncias que atingem a Presidência da República, boa parte do ministério, lideranças partidárias e nomes expressivos, influentes, deste Senado e da Câmara dos Deputados.
O senador mencionou pesquisa feita com seus 110 mil seguidores nas redes sociais. Apenas 1% respondeu que confia no Congresso Nacional; 10%, no Judiciário; 18%, no Ministério Público; e 5% nos bancos. Além disso, 97% dos participantes disseram que os interesses do povo, e não os dos bancos, devem definir os destinos do país, acrescentou Requião.