Promotora dá 'piti' e expulsa jornalista de reunião em Rondonópolis
12 de Fevereiro de 2014, 05h00
A jornalista Kalynka Meirelles, profissional do primeiro time com atuação nos principais veículos de comunicação e também em assessorias de imprensa, foi alvo ontem de uma humilhação chocante. Ela tentava acompanhar uma reunião na sede do Ministério Público em Rondonópolis, quando foi expulsa aos berros pela promotora Joana Maria Bortoni Ninis.
A reunião era para tratar de questões relacionadas aos idosos e Kalynka lá estava para registrar a participação do secretário municipal de Promoção Social, Mohamed Zaher. O secretário ainda não havia chegado, mas o 'piti' da promotora foi testemunhado por autoridades, assistentes sociais e representantes do Conselho Municipal do Idoso.
Kallynka é mulher, está grávida de seis meses e chegou a passar mal após a grosseria. Mas, independente desses 'detalhes', ela mereceria um tratamento respeitoso pelo simples fato de ser cidadã e estar num local que deveria ser um templo da cidadania (e dos bons modos).
A deselegância gratuita, porém, eleva-se ao grau de arbitrariedade levando em conta que vivemos num país democrático, regido por leis que asseguram direitos e deveres a todos - inclusive aos jornalistas e promotores.
A jornalista tentava trabalhar e, sem explicações claras, foi impedida por uma servidora pública que deveria garantir aquele direito. Aliás, baseado em quê uma promotora pode se achar no direito de desrespeitar os princípios da liberdade de imprensa e de expressão? Qual o interesse público no sigilo daquela reunião? Por quê era tão importante manter a jornalista longe de lá?
Também seria interessante saber a opinião dos superiores da promotora. Pelo histórico, o Buxixo pode afirmar que o comportamento visto ontem em Rondonópolis não é regra no MPMT. E torcemos para que isso não tenha mudado...