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Acusados de assassinar advogado são de altíssima periculosidade; arma utilizada no crime foi roubada em Goiás

A motivação do crime ainda não foi informada pela polícia, que ainda realiza aparições. A suspeita é que mais pessoas estejam envolvidas no crime.

por Daffiny Delgado, de Cuiabá

12 de Fevereiro de 2020, 11h14

Delegado da DHPP Marcel Gomes de Oliveira  Imagem: Reprodução
Delegado da DHPP Marcel Gomes de Oliveira Imagem: Reprodução

A Polícia Judiciária Civil informou na manhã desta quarta-feira (12), que os acusados de assassinar o advogado e professor Evandro Morales Fernandes, de 41 anos, no ano de 2018, são considerados de altíssima periculosidade.  

"A ficha criminal de ambos é extremamente altíssima. Um dos suspeitos responde a duas tentativas de homicídio", afirmou delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Marcel Gomes de Oliveira, responsável pelo caso.

Os criminosos foram presos pela DHPP na terça-feira (11), nas cidades de Cáceres e Várzea Grande, em cumprimento de mandado expedido pelo juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal.

Evandro foi assassinado a tiros no dia 18 de fevereiro, em uma rua lateral do Parque Zé Bolo Flô, região do Coxipó, em Cuiabá. Na época, a vítima estava em sua motocicleta quando foi abordado pelos suspeitos armados que fizeram os disparos.

De acordo com o delegado, a polícia chegou aos autores do crime após a identificação da arma utilizada pela dupla.

“Durante as investigações conseguimos identificar a arma utilizada pela dupla, um revólver calibre 38, que foi roubado de uma empresa de segurança no ano de 2016 ou 2017, no estado de Goiás", explicou. 

Apesar da identificação dos envolvidos, ainda não foi esclarecido se o crime se trata de um latrocínio ou por motivação passional.

“Estamos realizando algumas acareações entre testemunhas e os suspeitos, para que possamos fechar e saber os detalhes finais do crime. Mas, ainda não temos de fato qual foi a real motivação desde homicídio", afirmou delegado.

15 roubos por dia na Capital

Como relatado pelos próprios suspeitos, a organização criminosa na qual faziam parte eram responsáveis por realizar cerca de 15 roubos por dia em Cuiabá.

“Eles afirmaram que haviam equipes, que eram responsáveis por praticar certo número de crimes por dia. Roubo de veículos, celulares de pessoas nas ruas, entre vários outros. Um dos delitos foi um assalto a uma policial militar, que teve a arma levada”, explicou o delegado.

O grupo deve ser investigado por outra delegacia.

“Temos uma praxe a ser adotada. Pedimos ao juízo o compartilhamento de provas, caso seja deferido, encaminhamos para as respectivas unidades que possam ter interesse. A Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) seria uma parte interessada”.