Caso Medeiros

Vereadores do PPS entram na briga em defesa de suplente de senador

Reginaldo Santos e Thiago Muniz taxaram ação movida pelo segundo suplente contra José Medeiros de 'oportunista' e 'golpe'

por GazetaMT

12 de Março de 2014, 19h20

Vereadores do PPS entram na briga em defesa de suplente de senador
Vereadores do PPS entram na briga em defesa de suplente de senador

Para Thiago e Reginaldo, lideranças e Justiça Eleitoral devem repudiar ação de FiúzaA ação proposta na Justiça Eleitoral pelo empresário do ramo madeireiro de Sinop e atual segundo suplente do senador Pedro Taques (PDT), Paulo Fiuza (SDD), pedindo a anulação da ata do registro da candidatura de sua coligação, nas eleições 2010, que elegeu o pedetista tem causado revolta em correligionários do policial rodoviário José Antônio Medeiros (PPS), primeiro suplente de Taques. Na sessão ordinária desta quarta-feira (12) da Câmara de Vereadores de Rondonópolis, socialistas atacaram Fiúza e o chamaram de oportunista.

O vereador Reginaldo Santos (PPS) chegou a citar o histórico dos negócios de Fiúza no estado para associar com a conduta atual do empresário, que em sua opinião tem tentado apagar o resultado legítimo das urnas, criando o factóide de uma pseudo fraude. "Este senhor fortaleceu suas finanças acabando com o meio ambiente em Mato Grosso . Agora, as informações que nos chega é que vai passar por cima de tudo para fazer valer seu poder econômico também na política (...) Trata-se de um mero oportunista", disse Reginaldo em tribuna livre.

Na versão de Reginaldo, Medeiros era pré-candidato a deputado federal e só voltou atrás quando houve o convite da coligação para assumir a primeira suplência. "No próprio material de campanha está lá o José Medeiros, na urna estava o Medeiros e foi o apoio dele e do Percival Muniz que levou o Pedro Taques a ter a votação que teve em Rondonópolis (62.981 votos), chegando a obter empate técnico no município com Blairo Maggi que residia aqui. Qual foi a votação de Taques na região de Fiúza?", questionou o parlamentar, fazendo referência aos 16.124 eleitores que votaram no pedetista na cidade do empresário, menos da metade do que obteve Blairo (34.857 votos).

Outro vereador, o líder do PPS na Câmara, Thiago Muniz, engrossou as palavras de Reginaldo e chamou de 'baderna' e 'manobra' os ingressos jurídicos do empresário do norte do estado.

"Isto é uma tentativa de atentado á democracia. É definitivamente querer implantar a baderna na política mato-grossense, é um golpe. Acontece é que poucos acreditavam na eleição do Taques naquela época e abraçaram a causa como o Medeiros. Agora é fácil requerer. (...) Estou vendo declarações desencontradas para todo lado que estão soando muito mal, eu não acredito que querem nos fazer acreditar que o José Medeiros falsificou assinatura", finalizou Muniz.