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Professores e servidores da educação em greve fazem passeata pelas ruas de Pedra Preta

Eles reivindicam a aprovação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e melhorias na estrutura das escolas

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12 de Março de 2015, 11h30

Professores e servidores da educação em greve fazem passeata pelas ruas de Pedra Preta
Professores e servidores da educação em greve fazem passeata pelas ruas de Pedra Preta

Os professores e servidores da educação de Pedra Preta, em greve desde o último dia 5, fizeram uma passeata pelas ruas da cidade na manhã dessa quarta-feira, 11. Eles reivindicam a aprovação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e melhorias na estrutura das escolas e nas condições de trabalho.

'Temos o maior interesse em resolver logo isso para não prejudicarmos ainda mais a nossa população', afirmou a secreta´ria de aDminsitração, Elizabeth Piccolo - Foto Luan Dourado/GazetaMTDe acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública (Sintep), Altiva de Souza Rocha, os servidores públicos da cidade até hoje não possuem um PCCS e a aprovação mesmo é um sonho antigo dos mesmos. "Há tempos que os servidores reivindicam a aprovação de seu PCCS e eles já vem lutando por isso há pelo menos 4 a 5 anos. A atual prefeita, no início da sua gestão, prometeu um PCCS para os servidores, que inclusive protocolaram um projeto elaborado pela categoria na prefeitura, só que ela enviou um projeto dela para a Câmara, que deturpa todo o nosso projeto original e que nós não aceitamos", resumiu.

 Segundo ela, os servidores já fizeram diversas paralisações para forçar uma negociação sobre o tema com a chefe do Executivo, mas a categoria não tem conseguido se reunir com a prefeita. "Nós já negociamos por três vezes a retirada do projeto da prefeita da Câmara, para podermos negociar com ela os pontos que reivindicamos, mas ela parece querer sempre fazer as modificações do jeito dela e sem ouvir a nossa categoria", afirmou.

"É o PCCS que define toda a vida, toda a carreira de todos os profissionais que trabalham na área da educação. Ele é muito importante para termos confiança na nossa carreira e para podermos investir no nosso crescimento profissional", definiu a sindicalista.

Outro lado

Procurada pela nossa reportagem, a prefeita Mariledi Coelho (PDT) disse que não comentaria o assunto, encarregando a secretária de Administração do município, Maria Elizabeth Piccolo, para responder os nossos questionamentos.

Segundo ela, o Executivo chegou a se reunir com o Sindicato dos Servidores Municipais (Sispmupp) para debater o PCCS, para discutir um modelo elaborado por uma empresa contratada pela prefeitura, mas o sindicato saiu de cena, apontando a sub-sede do Sintep para continuar as negociações, mas que não há restrições para se ouvir o novo representante dos trabalhadores.

"Mesmo assim, nós nos reunimos várias vezes com o Sintep e montamos um projeto de PCCS usando como base a estrutura do projeto deles, mas não conseguimos contemplar todos os anseios da categoria, que ficam principalmente da tabela salarial deles. Mas a estrutura do PCCS ficou boa, contemplando a incorporação do adicional por tempo de serviço ao salário deles e vários outros pontos, mas agora eles não aceitam o nosso modelo e iniciaram essa greve", afirmou.