LATROCÍNIO

Assassino de PM alega que efetuou o crime na intenção de custear tratamento médico de pai e filho

O latrocínio ocorreu na última sexta-feira (08), onde o sargento aposentado Marino Soares, de 62 anos morreu.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

12 de Março de 2019, 07h47

Assassino de PM alega que efetuou o crime na intenção de custear tratamento médico de pai e filho
Assassino de PM alega que efetuou o crime na intenção de custear tratamento médico de pai e filho

Kevilson Richer Silva de Oliveira, preso na última sexta-feira (08), acusado de matar o sargento aposentado da Polícia Militar Marino Soares, de 62 anos durante um roubo, confessou que praticou o crime por necessidade financeira.

O crime de latrocínio – ou seja roubo seguido de morte – ocorreu na manhã de sexta-feira no bairro Vila Rosa, em Cuiabá. A vítima foi abordada por Kevilson e um comparsa

Em seu depoimento, o criminoso conta que abordou a vítima no momento em que ele parou no quebra-molas. Segundo Kevilson, o sargento reagiu ao assalto, saiu do carro e tentou tirar a arma dele.

Neste momento, o assaltante saca a arma e efetua pelo menos dois tiros contra o militar, que morreu na hora.

Na sequência, Kevilson entra no carro da vítimas, sendo um CrossFox, e sai em alta velocidade. Durante a fuga, ele disse que encontrou a arma do militar caída no chão do veículo, e acabou entregando-a para seu comparsa.

Kevilson e seu comparsa seguiram caminhos diferentes na fuga. Horas após o crime, a Polícia Militar conseguiu interceptar o assassino em uma propriedade rural em uma região conhecida como Recanto da Seriema. No local, o veículo roubado também foi encontrado.

O criminoso disse ainda que o crime não foi planejado. “Não teve combinação de nada, foi tudo aleatoriamente. Eu precisava do dinheiro e iria pegar qualquer coisa", afirmou.

Questionado sobre a motivação do crime, Kevilson declarou que estava precisando de dinheiro para custear o tratamento de saúde para o pai que é cadeirante e do filho.

"Eu estava precisando do dinheiro para pagar o tratamento do meu pai que é cadeirante, do meu filho que está doente. Necessito igual todo mundo”, ressaltou criminoso.

Ainda conforme depoimento, o criminoso disse que conheceu seu comparsa identificado como, Uildes Junior de Oliveira Passo, de 21 anos poucos dias antes do crime. Uildes ainda continua foragido.

De acordo com a polícia, Kevilson possui diversas passagens criminais. Ele passou por audiência de custódia no último sábado (09), onde o juiz Jeverson Luiz Quinteiro, manteve a prisão do suspeito sendo ele encaminhando a uma unidade prisional.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.