AUXÍLIO DE R$ 1 MIL

Em novo artigo, Stringueta critica ‘vale-covid’ do MP

O “vale-covid” do MP foi aprovado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) na última terça-feira (9).

por Estevan de Melo - de Cuiabá

12 de Março de 2021, 09h14

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O delegado Flávio Stringueta, voltou a criticar os membros do Ministério Público Estadual (MP), por meio de um novo artigo. Dessa vez, o alvo é o “vale-covid” de R$ 1 mil que será pago aos membros do órgão enquanto durar a pandemia.

"Depois da repercussão que teve o artigo, inesperada até por mim, inclusive quanto à minha exoneração do cargo de titular da GCCO, acreditei ingenuamente que as coisas podiam melhorar. Ou pelo menos não piorar. Infelizmente piorou. E muito", diz trecho de artigo.

O “vale-covid” do MP foi aprovado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) na última terça-feira (9). Para o delegado, além de imoral, o auxilio também é injusto.

"Hoje, quarta-feira, dia 10/03/2021, fomos surpreendidos com a informação que os "doutores da lei" do MPE/MT receberão um adicional salarial, vulgarmente chamado de "vale Covid", ou "auxílio Covid", de R$ 1.000,00 por mês. Os demais servidores do MPE/MT, recebedores de salários bem menores, subalternos, ganharão apenas a metade deles".

"Por que, nobres cidadãos de bem e fiscais dos fiscais, os "doutores da lei" precisam de "vale/auxílio Covid"? E por que deve ser o dobro dos seus subalternos?".

“Lembremos que os demais seres comuns, você contribuinte, que fazem fila na Caixa Econômica Federal, embaixo de sol, receberam ano passado meros R$ 600,00 por mês, e não durou um ano. E este ano será algo em torno de R$ 250,00”.

No final do artigo, o delegado "doutores da lei" do MPE/MT se manifestasse sobre o caso.

"Eu gostaria que algum nobre representante dos "doutores da lei" do MPE/MT se manifestasse publicamente contrário a esse escárnio, em favor da moralidade e da sociedade. Aguardemos", finalizou em artigo.