ÓBITO CONFIRMADO
Leishmaniose visceral foi causa da morte de homem de 34 anos
Secretaria de saúde admite primeiro caso. Situação de criança ainda aguarda investigação
12 de Abril de 2016, 10h53

Está confirmado o primeiro óbito por Leishmaniose visceral em Rondonópolis. Airton Rafael Pereira de Andrade, de 34 anos, morreu no Hospital Regional na última sexta-feira (8) e teve a confirmação atestada em sua declaração de óbito, obtida com exclusividade pela reportagem do GazetaMT. O órgão público aguarda, agora, resultados que poderão ou não confirmar leishmaniose também na morte de um menino de um ano ocorrido no último dia 7.
Ontem (11) pela manhã, em resposta ao GazetaMT, a Secretaria Municipal de Saúde e o departamento de Vigilância Epidemiológica divulgaram o número de casos do tipo mais agressivo da doença em Rondonópolis. Àquela altura, o número de óbitos confirmados era zero.
Questionada novamente na manhã de hoje (12), o órgão informou que só tomou conhecimento do caso às 16h daquele mesmo dia. Não havia pela manhã do dia 11, portanto, a confirmação, agora já admitida pela secretaria.
Edvânia da Silva Cordeiro de Andrade, esposa de Airton, conversou com a reportagem do GazetaMT e deu mais detalhes sobre o agravamento do quadro de saúde do marido nos últimos dias. Airton havia sofrido uma forte pancada ao cair de uma rede e desde então passava os dias com dor nas costas e falta de ar. "Na última quarta-feira (6), suspeitando dessas dores, ele deu entrada no Pronto Atendimento (P.A) do município" conta a esposa.
Edvânia lembra que Airton sofria de problema cardíaco e hepatite, além de fazer uso de bebida alcoólica, o que pode ter dificultado o diagnóstico no P.A. "A médica estava achando que era cirrose", diz. Também consta na declaração de óbito de Airton o quadro de 'Insuficiência Hepática Aguda'.
Sem sucesso na recuperação, Airton foi encaminhado para o Hospital Regional, e somente lá a equipe médica suspeitou de leishmaniose. Confirmado o resultado dos exames, aguardava-se a chegada de medicamentos para o tratamento de Airton, disponíveis apenas na capital do Estado. O paciente não resistiu à espera e faleceu no dia 8.
Sobre a falta de medicação para o tratamento de leishmaniose nas unidade de saúde de Rondonópolis, a Secretaria informa que é de competência do Estado tal providência. Casos de média e alta complexidade não são de reponsabilidade do município, segundo o órgão.