BANCADA DE MATO GROSSO

Senadores votaram contra Dilma, inclusive Wellington Fagundes

por GazetaMT

12 de Maio de 2016, 08h16

Senadores votaram contra Dilma, inclusive Wellington Fagundes
Senadores votaram contra Dilma, inclusive Wellington Fagundes

Os três senadores de Mato Grosso votaram favoráveis ao processo de impeachment, inclusive o desde sempre aliado e membro da base governista Wellington Fagundes (PR). O voto do progressista foi dado uma dia após a assinatura da presidente que viabilizou o projeto de Lei par a criação de Universidade Federal do Cerrado (Ufcer), há tempos carro chefe político do senador.

Seguindo um rito diferente, desta vez Wellington Fagundes preferiu não fazer alarde em sua página oficial na internet. Nenhum pronunciamento sobre seu voto e discurso no plenário do Senado. Desde meados de abril, o senador tem conduzido seus trabalhos pró e contra Dilma simultaneamente, a mercê dos capítulos decorridos em Brasília.

Blairo Maggi

Recém filiado ao PP, o senador Blairo Maggi cumpriu com o esperado. Deve, inclusive, assumir, como já adiantara, o Ministério da Agricultura no governo interino do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que deve ser empossado já nos próximos dias.

Às 3h desta quinta (12) veio justamente de Blairo o voto 41. É simbólico porque foi o momento em que o Senado chegou ao número necessário de votos, maioria simples, para afastar Dilma. O resultado final foi 55 a 22. "Não sou um político que vive da política ou para a política. Vivo para os resultados, penso no bem da população, nos negócios do país, no desenvolvimento, na geração de renda, no emprego, em soluções para que as pessoas possam participar da riqueza do país que todos construímos", disse Blairo.

José Medeiros

Claro e objetivo, Medeiros foi o segundo senador a votar e disse que o "governo acabou e está parado há mais de ano". O senador sustentou que o país vive uma terrível crise econômica e política causada pelo atual governo e por isso votou pelo afastamento da petista.  Ao falar sobre a edição de decretos orçamentários supostamente sem autorização do Congresso Nacional, Medeiros disse que "o governo já gastava mais do que a lei autorizava e decidiu gastar mais".

"E o que é pior, sem ter pedido ao Parlamento a autorização necessária para fazer isso. De uma só vez o governo ignorou regras fundamentais das finanças públicas e da separação dos Poderes", afirmou.

Para o parlamentar, Dilma enganava o povo mascarando as contas do governo e escondia a situação fiscal do país, que era preocupante.