Contribuição alta

Agronegócio de Mato Grosso contribui com 50,6% da arrecadação do ICMS

Segundo levantamento do Instituto, baseado em um trabalho feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

por GazetaMT

12 de Maio de 2016, 16h12

Agronegócio de Mato Grosso contribui com 50,6% da arrecadação do ICMS
Agronegócio de Mato Grosso contribui com 50,6% da arrecadação do ICMS

A participação do agronegócio de Mato Grosso na composição das receitas tributárias do Estado foi tema de uma reunião entre lideranças do setor produtivo e deputados da Assembleia Legislativa (AL-MT) esta manhã. O setor está preocupado com a possibilidade de voltar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os produtos exportados para sanar as dificuldades financeiras do governo estadual. Participaram da reunião lideranças da Famato, Aprosoja e Ampa.

O objetivo do encontro foi esclarecer aos parlamentares sobre a importância do agronegócio na geração de receitas para o Estado e o quanto o segmento já paga de tributos, com base em dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo levantamento do Instituto, baseado em um trabalho feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o agronegócio de Mato Grosso contribui com 50,6% da arrecadação do ICMS no estado, o que representa R$ 4 bilhões dos R$ 7,9 bilhões arrecadados em 2015. Deste montante, 58% corresponde a arrecadações indiretas, ou seja, por meio dos combustíveis, frete, maquinários, energia, produção de óleo e farelo de soja e carnes. Isso significa que o agronegócio é o que mais contribui para a arrecadação do ICMS. Além disso, no ano passado, o setor movimentou R$ 5 bilhões em salários pagos.

O estudo também destaca que o setor gerou R$ 5,7 bilhões de receitas ao Estado em 2015. Neste montante estão embutidos, além do ICMS, as contribuições do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Fundo de Exportação (Fex). "Essa reunião foi importante para esclarecer os parlamentares sobre o quanto o setor já contribui na arrecadação estadual. Esperamos que daqui para frente os deputados encontrem o caminho da diminuição de gastos do governo e não novas formas para aumentar impostos", afirmou o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado.

O líder do governo na AL-MT, deputado Wilson Santos, disse que reconhece a importância do agronegócio para o Estado. "O debate vai envolver todo o estado, inclusive o governo que arrecada mal e gasta mal. O estado gasta quase 97% da sua arrecadação para dentro, internamente, com pagamento de dívidas, custeio da máquina, salários, encargos e sobra 3% a 4% para o cidadão", disse.

Segundo Santos, está sendo criada na Assembleia uma frente parlamentar para compensação tributária das commodities, cujo o objetivo é discutir um modelo de desenvolvimento de arrecadação e de combate à sonegação de impostos. "Queremos discutir como o estado pode melhorar a arrecadação e qualificar o seu gasto", acrescentou.

Além de Wilson Santos, participaram da reunião os deputados Dilmar Dal Bosco, Oscar Bezerra, Eduardo Botelho e Janaína Riva