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Wellington Fagundes vota pelo impeachment, mas confirma como traidor no Senado

por GazetaMT

12 de Maio de 2016, 08h32

Wellington Fagundes vota pelo impeachment,  mas confirma como traidor  no Senado
Wellington Fagundes vota pelo impeachment, mas confirma como traidor no Senado

Quando o assunto político é o senador Wellington Fagundes (PR) a coisa se complica de tanto oportunismo no ensejo. O nobre está com Dilma, mas empurrou a faca na votação do Senado. Desta coluna, singelas palavras haviam sido guardadas, à espera do voto:

"O que Wellington Fagundes fez na votação do impeachment no Senado nesta quarta-feira (11), definitivamente, o oficializa como um traidor.

Votar em favor ou contra a presidente Dilma não é a questão. Das considerações sobre seu voto favorável ao processo de impeachment, falar em democracia, levante da sociedade e outros jargões não convence nem a si, quiçá quem acompanhou toda esta novela. Nem mesmo o discurso de que o afastamento  será favorável à preparação da defesa de Dilma e evolução dos debates em Brasília. Este último soe, talvez, o mais falso.

Fagundes foi de contra impeachment para cima do muro, e depois virou a casaca mesmo trabalhando junto à base e colando na foto com Dilma. O senador evitaria tanto constrangimento se mudasse de postura antes, mas não mudou.

Ainda sobre o efeito do discurso em si, o senador tanto não se convence do que fala que nenhum alarde fez -como costuma- em sua página na rede social. Ficou mudo, votou discreto. Depois de votar, se pudesse, sairia pelos fundos.

No fim de toda a história, Dilma foi vítima. Uma enganada e já sem esperança presidente, cuja situação era tão ruim que cogitou confiar em senador que não deveria.  Às vésperas da abertura do processo de impedimento chegou a viabilizar junto ao Ministério da Educação a Universidade Federal do Cerrado, em Rondonópolis, sonho político de Wellington Fagundes. Tomou do nobre a rasteira".

E como já adiantado também por Buxixo:

"Dizem os entendidos que desde que Fagundes adotou a modalidade "morde e assopra", conseguiu, ao contrário do que esperava, criar um mal estar ante a presidente. Agiu como um estagiário recém contratado querendo mostrar serviço para o governo, mas dando bola nas costas. Pegou mal, dizem, ainda mais para uma Dilma com o pavio mais curto que o nada cumprido de costume. Estaria aí o motivo para a ausência dos rostos colados na fotografia postada pelo senador no ato da assinatura do projeto da Ufcer.

É como dizem, jogar lá e cá não dá...".