SENADO APROVA IMPEACHMENT DE DILMA

Votação sem surpresa afasta presidente eleita por até 180 dias

por GazetaMT

12 de Maio de 2016, 07h14

Votação sem surpresa afasta presidente eleita por até 180 dias
Votação sem surpresa afasta presidente eleita por até 180 dias

O Senado decidiu afastar do cargo a presidente Dilma Rousseff (PT), 68. É a segunda chefe de Estado a enfrentar formalmente um processo de impeachment desde a redemocratização, 24 anos após Fernando Collor. O vice Michel Temer (PMDB), 75, deve assumir seu lugar interinamente nesta quinta (12).

A decisão foi tomada às 6h30, após uma sessão de quase 21 horas no plenário do Senado. Com 78 senadores presentes, 55 votaram contra Dilma e 22 a favor, com 0 abstenções. Era preciso maioria simples (ou seja, a maioria dos senadores presentes, mais um) para que o pedido fosse aceito. Agora, o Senado terá até 180 dias para julgar o mérito da acusação contra a presidente.

Se o placar desta votação for repetido quando o Senado julgar o mérito da acusação contra a presidente, em até 180 dias, chegará ao fim definitivo o mandato de Dilma. São necessários, nesta etapa, 54 votos.

A presidente é acusada de editar decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais". Sua defesa entende que não há elementos para o afastamento. "Temos indícios suficientes para a abertura do processo", disse o senador Antonio Anastasia (PSDB­MG), relator do caso no Senado, durante a sessão que começou às 10h de quarta-­feira (11).

Responsável pela defesa da presidente, o advogado­geral da União, José Eduardo Cardozo, rebateu: "Não existe crime de responsabilidade caracterizado neste processo". No plenário, enquanto a sessão ocorria, discutis­se já os próximos passos do caso, como a visita, provavelmente na tarde de quinta, do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, para assumir a condução jurídica do processo. A reunião deve contar com a presença do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB­AL), do senador Raimundo Lira (PMDB­PB), presidente da comissão especial do impeachment no Senado, e de líderes partidários.

Após ser notificada, Dilma deve cumprimentar militantes do PT e de movimentos sociais que estarão em frente ao Planalto e sair em comboio em direção ao Palácio da Alvorada. A previsão é que a presidente seja notificada da decisão às 10h, e Temer, às 11h? a partir daí, ele será presidente interino do Brasil, até a decisão final do Senado sobre o impedimento. 

 

Com informações de Folha SP