OPINIÃO

Queloide: tratamento minimiza a proliferação anormal da cicatriz

por Manoela Regina Alves Corrêa Barros

12 de Maio de 2022, 09h49

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Divulgação

Você tem queloide? As proliferações anormais de células, conhecidas como queloides, podem surgir por modificações inflamatórias, alteração do metabolismo do colágeno e manipulação cirúrgica. Os queloides são lesões volumosas, dolorosas que causam irritação na pele, podendo surgir em regiões onde são colocados brincos, piercings e locais do corpo que sofrem algum trauma local ou cirurgia prévia.

Para tratar a região, o indicado é a Betaterapia, tratamento que utiliza uma fonte radioativa de Estrôncio 90 em contato com a cicatriz operatória. A Betaterapia age inibindo a neovascularização e proliferação de fibroblastos, o que resulta na diminuição do colágeno e consequentemente na formação do queloide.

A resolução total da região afetada é de difícil controle, sendo que a chance de recidiva é de 50%. Já com a Betaterapia, que é o único tratamento com base científica comprovada, a chance de a queloide voltar é de apenas 20% após o tratamento.

O indicado é realizar a Betaterapia após a cirurgia, como tratamento adjuvante, devendo ser iniciado em até 12 horas após a retirada da lesão e no máximo até 24hs pós-operatório, uma vez que após esse período o controle local diminui.

Lembrando que o tratamento, além de minimizar o desconforto do queloide, também ajuda a minimizar o desconforto estético que pode ser gerado pela protuberância da cicatriz. 

ESCRITO PELA Especialista em Estética Paliativa e Radio-Oncologista Dra. Manoela Regina Alves Corrêa Barros.