Apreensão

Ana Carla pede que Câmara agilize votação do PCCS da Educação

Sispmur e alguns vereadores querem aguardar definição dos planos das outras categorias; secretária diz que pode haver reação dos educadores

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12 de Junho de 2014, 10h02

Ana Carla pede que Câmara agilize votação do PCCS da Educação
Ana Carla pede que Câmara agilize votação do PCCS da Educação

Ana Carla disse que servidores da Educação não podem ser prejudicados e alertou para possíveis reaçõesA Secretária Municipal de Educação, Ana Carla Muniz, fez ontem (11) um apelo para que os vereadores agilizem a votação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da área. O projeto já está nas mãos do Legislativo, mas há um movimento na Câmara Municipal para que ele só seja votado após a entrega dos PCCS de todas as categorias.

O pedido de agilidade foi feito após o presidente da Câmara, Ibrahim Zaher (PSD), admitir que a votação pode mesmo ser adiada por causa de uma solicitação feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispmur). "Antes de ir à votação, o projeto precisará passar pela análise de quatro ou cinco comissões legislativas. Então acho que dá para esperar um pouco mais, para aguardar os outros PCCS e atender a solicitação do Sindicato", disse Zaher.

A secretária Ana Carla Muniz argumenta que o adiamento da votação seria uma espécie de punição aos servidores da Educação. "Os profissionais da Educação discutiram esse projeto com o acompanhamento do Sispmur e da própria Câmara, chegaram a um consenso e têm pressa na aprovação da lei. Eles não podem ser prejudicados".

Outro ponto ressaltado pela Secretária é que, apesar do anúncio feito de que todos os PCCS estarão finalizados até o mês que vem, o cumprimento desse calendário depende de um consenso que ainda não foi alcançado em setores como o da fiscalização.

Durante a cerimônia realizada para a entrega do projeto, o próprio prefeito Percival Muniz adiantou que pretende discutir mais profundamente a progressão salarial e as atribuições profissionais dos servidores que ganham salários maiores - acima de R$ 13 mil-, o que pode atrasar a conclusão dos PCCS destas categorias.

"Acho que os educadores que ganham dois mil reais não podem ser prejudicados, sendo obrigados a aguardar a discussão do PCCS daqueles que ganham R$ 20 mil. Isso vai gerar um desconforto. Se daqui 30 ou 40 dias o PCCS da Educação estiver parado poderemos ter problemas ", alertou a secretária.

O presidente do Sispmur, Rubens Paulo, reconheceu que a espera é ruim para os profissionais da Educação. Mas, segundo ele, a decisão de unificar a data de votação dos Planos foi tomada em Assembleia e não pode ser modificada pela direção do sindicato.

"Se houver reclamações e o sindicato for provocado pela categoria poderemos chamar uma nova discussão. Mas, por enquanto, mantemos o que foi aprovado na assembleia geral", afirmou.