BALANCETE

Contas da gestão Pedro Taques passarão nesta semana pelo TCE

Números de 2016 já foram entregues. Folha de pagamento poderá ser problema

por GazetaMT

12 de Junho de 2017, 14h09

Contas da gestão Pedro Taques passarão nesta semana pelo TCE
Contas da gestão Pedro Taques passarão nesta semana pelo TCE

As contas do governador Pedro Taques deverão ser apreciadas pelo Tribunal de Contas do Estado -TCE já nesta semana. A corte convocou uma sessão extraordinária para a próxima quarta-feira, 14, para votar os balancetes referentes ao exercício de 2016.

Todas as contas do referido período foram entregues por Taques em abril deste ano. Para o Governo do Estado o balanço das contas de governo foi positivo, com mais de R$ 16 bilhões em receitas. Após votação em plenário, as contas serão encaminhadas à Assembleia Legislativa para apreciação dos deputados estaduais e seu julgamento definitivo.

No material apresentado por Taques, o detalhamento dos investimentos feitos em 2016. Conforme o relatório, foram destinados R$ 1,4 bilhão às políticas de Saúde, R$ 1,9 bilhão nas forças de segurança, e 29% de todo o montante das receitas foram empregados na Educação. Estas foram as áreas priorizadas pelo Governo do Estado. O problema, entretanto, deverá aparecer no quesito folha de pagamento.

Renda comprometida

Relatório Resumido da Execução Orçamentária aponta que o Executivo fechou o segundo quadrimestre do ano passado ultrapassando em quase dois pontos percentuais, o limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fixado em 49%.

Conforme o documento, Mato Grosso comprometeu 50,61% da Receita Corrente Liquida (RCL) com folha de pagamento. Ao todo, foram R$ 7,5 bilhões para pessoal e encargos sociais.

Comparado ao relatório anterior, Mato Grosso aumentou seu gasto com pessoal em 0,15%. Isto porque o Estado fechou o primeiro quadrimestre de 2016 com 50,39% de sua receita comprometida com pagamento de folha.

O Executivo alega que este estouro na LFR se deve às 37 leis de carreira aprovadas no final da gestão passada, as quais concederam progressão, aumento de salário e novos planos de cargos e carreira para diversas categorias de servidores públicos.

Vale ressaltar que, em 2015, Mato Grosso fechou o ano gastando 50,20% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) com folha de pagamento, ultrapassando em 1,2 pontos percentual o limite prudencial da LRF.