EFEITO COVID-19

Vendas devem ter queda de 43% no Dia dos Namorados, diz CNC

Se confirmada a previsão, o faturamento do comércio com o 12 de junho em 2020 será o menor dos últimos 11 anos

por Redação

12 de Junho de 2020, 08h41

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Divulgação

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) anunciou, nesta terça-feira (9), que estima uma retração de 43,1% nas vendas no varejo brasileiro para o Dia dos Namorados, em 12 deste mês, devido à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Em se tratando de valores, as perdas podem chegar a mais de R$ 700 milhões para o segmento.

De acordo com o anúncio da CNC, o varejo prevê uma movimentação de R$ 937,8 milhões na data, R$ 713 milhões a menos do que em 2019.

Se confirmada a previsão, o faturamento do comércio com o 12 de junho em 2020 será o menor dos últimos 11 anos, frustrando a expectativa de arrecadação da sétima data comemorativa mais importante do varejo brasileiro.

Para o economista da CNC e responsável pela análise, Fábio Bentes, pelo fato de a data ocorrer no início do processo de transição do isolamento social e da flexibilização das atividades comerciais em vários estados e municípios brasileiros, a queda deve ser menor do que a registrada no Dia das Mães (-59,2%), em 10 de maio. 

“A menor adesão ao distanciamento no início de junho deve arrefecer um pouco as perdas do comércio. Segundo dados da consultoria Inloco, o índice de isolamento social no Brasil, na semana que antecede o Dia dos Namorados, encontra-se no menor patamar desde o início da quarentena”, ressaltou.

O estudo da CNC mostra que as maiores reduções nas vendas deverão ser notadas nos segmentos considerados não essenciais. As lojas de vestuário, calçado e acessórios estão mais propensas a registrar os maiores prejuízos, se comparado a 2019, sendo de até 71,3% a retração.

Logo na sequência, os estabelecimentos especializados na venda de itens de informática e comunicação (-58,3%) e o ramo de utilidades domésticas e eletrônicas (-55,8%) fecham a lista dos mais atingidos pela crise.