41 ANOS DE PRISÃO

Capanga de Arcanjo condenado por duplo homicídio tem liberdade negada no STJ

por GazetaMT

12 de Julho de 2016, 07h09

Capanga de Arcanjo condenado por duplo homicídio tem liberdade negada no STJ
Capanga de Arcanjo condenado por duplo homicídio tem liberdade negada no STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou seguimento ao Habeas Corpus, em busca de liberdade, rogado pelo uruguaio Julio Barchs Mayada, considerado um dos homens de confiança do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro. O requerente foi condenado a 41 anos de prisão pelas mortes de Fauze Rachid Jaudy Filho e Rivelino Jacques Brunini e ainda pela tentativa de homicídio contra Gisleno Fernandes. Os crimes foram registrados no ano de 2002.

A decisão, da ministra Maria Thereza de Assis Moura, vinculada à Sexta Turma, foi estabelecida no dia 20 de junho. Mayada já protocolizou - e viu decisões negativas - dois recursos semelhantes no STJ. Em instância inferior, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso também indeferiu procedimentos jurídicos.

O uruguaio foi condenado em sessão do Tribunal do Júri de Cuiabá. Os crimes foram cometidos, de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, a mando do "comendador" João Arcanjo Ribeiro. Na mesma ocasião, o pistoleiro Célio Alves de Souza foi condenado a cumprir 46 anos e dez meses de reclusão em regime fechado.

Os crimes aconteceram no dia 5 de junho de 2002, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, uma das principais vias da cidade. As investigações apontam que Agostinho se aproximou das vítimas em uma moto e abriu fogo contra elas usando uma pistola 9mm, nas imediações da avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá. Brunini levou sete tiros e morreu na hora. Fauze Rachid e Gisleno Fernandes levaram um tiro cada, mas Rachid não conseguiu resistir ao ferimento e morreu hora depois, durante cirurgia.

Atualmente, Arcanjo está preso na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho (RO), pois já foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato do empresário e jornalista Domingos Sávio Brandão, que publicou várias denúncias contra o ex-comendador no jornal Folha do Estado. Pelo caso ocorrido no dia 5 de junho de 2002, o criminoso foi condenado a 44 anos e dois meses de prisão.

Com informações Olhar Direto