legislativo
Projeto que antecipa eleição da Câmara volta à Pauta nessa quarta (13)
O projeto já esteve em Plenário para ser votado, mas foi retirado pelo grupo que propõe a antecipação
12 de Agosto de 2014, 16h30
O Projeto de Resolução 04/2014, que altera o Regimento Interno da Câmara para antecipar as eleições da Mesa Diretora do Legislativo, volta a Pauta de votação nessa quarta-feira, 13. O projeto já esteve em Plenário para ser votado, mas foi retirado por que o grupo que propõe a antecipação não tinha votos suficientes no dia para aprová-lo.
Segundo o vereador Mauro Campos (PT), vice-presidente da atual Mesa Diretora e um dos articuladores do grupo composto por onze vereadores que pretendem antecipar as eleições internas da Câmara, há um clima de insatisfação dos edis com a atuação de alguns secretários municipais e com o tratamento dispensado pelo prefeito Percival Muniz (PPS) aos vereadores.
"Em primeiro lugar, essa não é uma decisão particular minha: é uma decisão partidária e os partidos que compõem o nosso grupo (PMDB, PROS e PR, além do próprio PT) são da base aliada da presidente Dilma (Rousseff). É natural que atuemos em grupo. O que nos motiva a eleger uma Mesa mais independente se deve à uma insatisfação criada pelo próprio prefeito, que não procura os partidos e os vereadores para conversar e formar uma base sólida no Legislativo. Mas o que mais nos motiva não é essa insatisfação: é que todos nós queremos ajudar a governar a cidade, cada um de acordo com a sua representatividade", afirmou Campos.
Para o vereador, o fato de a maioria dos secretários serem indicação pessoal do prefeito e não dos partidos que o apoiam na Câmara seria o pano de fundo da rebelião. "Se o prefeito chama a mim e ao meu partido para indicarmos um secretário, nós seremos responsáveis pela secretaria e vamos todos nos empenhar para que tudo dê certo com ela. Mas se o próprio prefeito indica a maior parte dos cargos, nem sequer recebe os vereadores em seu gabinete e somos maltratados pelos seus secretários, não podemos nos sentir responsáveis pela administração. Mas o que queremos mesmo é ajudar a governar a cidade", pontuou.
Ainda segundo Mauro Campos, assim que eleita a nova Mesa da Câmara, caso o intento do grupo liderado pelo vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB) dê certo, deve procurar o chefe do Executivo para conversar. "Não queremos promover uma barganha e muito menos formar um grupo de oposição. Tanto é que até hoje nenhum projeto do Executivo foi reprovado nessa gestão. O que queremos é respeito e ajudar a governar a cidade", reforçou.
O projeto que antecipa as eleições depende de duas votações e, segundo Campos, há a garantia do presidente Ibrahim Zaher (PSD) de que o projeto irá à primeira votação nessa quarta, mas existe a expectativa de que uma segunda sessão, no caso Extraordinária, para que o projeto seja definitivamente aprovado. "Mais isso vai depender do presidente", concluiu Mauro Campos.
Caso o projeto seja aprovado nas duas votações, ele deve ser sancionado e publicado em Diário Oficial, para que em seguida seja marcada a data da eleição da Mesa.