OPERAÇÃO TAPIRAGUAIA
Secretária de saúde e ex de educação são afastadas por suposto envolvimento em esquema que desviou R$ 4,5 milhões
Deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (12), a operação cumpriu 23 mandados.
12 de Agosto de 2020, 08h26
A secretária de Saúde de Confresa, Fernanda Perpétua dos Santos, foi afastada de suas funções na manhã desta quarta-feira (12), por suposto envolvimento em um esquema que desviou aproximadamente R$ 4,5 milhões dos cofres do município.
O esquema foi alvo da Operação Tapiraguaia, deflagrada pela Polícia Federal, que apura o desvio de recursos públicos federais na área da saúde e da educação.
Também foram alvos da operação a ex-secretária de Educação Agenora Moraes e o dono de um laboratório, cuja identidade não foi divulgada.
Agenora Moraes teve seu afastamento cumprido, ainda quando comandava a pasta.
De acordo com a PF, as investigações apontaram que pelo menos duas licitações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foram fraudadas em 2017. Em ambas, o objeto era a contratação de empresa fornecedora de gêneros alimentícios para a merenda escolar.
Além disso, foi constatado que que uma licitação que deveria ter sido realizada em 2018 para contratação de laboratórios de análises clínicas foi dispensada indevidamente. O certame deveria ter como objeto a prestação de serviços para a população de Confresa e região.
Em cumprimento dos mandados na residência de um dos investigados, a PF apreendeu a quantia de R$ 60 mil em espécie.
A PF afirmou ainda que os crimes praticados com recursos do PNAE têm potencial impacto, quantitativa e qualitativamente, tendo em vista tratar-se de verbas destinadas aos serviços da educação para a população, principalmente a de baixa renda. Muitas vezes estas pessoas têm na merenda escolar sua única fonte de alimentação diária.
Da mesma forma, nos crimes praticados com recursos destinados à saúde, a população carente é a mais atingida. Adultos, jovens e crianças dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS) não conseguiam realizar exames clínicos em razão das fraudes investigadas.
