ALERTA DE SAÚDE
Especialistas indicam cuidados que se deve tomar no inverno para evitar doenças respiratórias
Especialista aponta tipos de vírus mais comuns nesta época do ano
12 de Agosto de 2022, 08h44
O inverno oficialmente chegou e, com ele, o aumento do registro de doenças respiratórias em crianças e adultos. E com o cenário atual, onde há alta circulação do vírus da Covid-19, baixa umidade e variação térmica, sempre fica no ar a dúvida sobre os sintomas que representam cada doença, como conduzir cada uma delas e, principalmente, quando é hora de procurar auxílio médico.
Aparecida Pereira Camacho, pediatra neonatologista do Complexo Hospitalar de Cuiabá (CHC), pontua que nesse período os tipos que mais são observados em circulação são o Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e metapneumovírus. Eles são responsáveis por provocar sintomas gripais comumente observados em crianças, como tosse, coriza, dor de garganta e febre.
O VSR, por exemplo, é o responsável pelo desenvolvimento de uma doença bastante conhecida entre os pais, a bronquiolite. Entre os sinais comuns que podem servir de alerta e incitar a busca por auxílio médico, estão a falta de ar. “Com o aumento das aglomerações, há um aumento da contaminação por esses vírus. Por isso é necessário cuidado”.
A especialista pontua ainda que para elevar a imunidade e combater as viroses é importante fazer com que as crianças façam a ingestão de bastante líquido e mantenham uma alimentação saudável diariamente. “Em casos sintomáticos pode-se fazer o uso de analgésicos e antitérmicos. Indicamos levar ao hospital, somente em situações necessárias”.
Pneumologista do Complexo Hospitalar de Cuiabá (CHC), Ronaldo Barros, comenta que esta época do ano normalmente é de baixa umidade, o que costuma provocar o aumento dos casos de doenças respiratórias. Ele pontua que, apesar das pessoas terem a impressão que esses problemas estão mais incidentes esse ano, o cenário é algo recorrente.
“Um ponto é que em 2020/2021, momento em que vivemos a pandemia da Covid-19 de forma mais severa, as pessoas tiveram uma readequação dos hábitos de higiene como o uso do álcool em gel, máscaras. Então,foi isso que levou a menor circulação dos vírus respiratórios. Mas à medida que esses cuidados foram se perdendo, os padrões de contágio pela gripe, por exemplo, voltaram”.
Dessa forma, o pneumologista recomenda que a população volte a realizar os procedimentos de cuidados que estavam sendo realizados por conta da pandemia, especialmente agora no período de inverno. “É importante sempre estar higienizando as mãos, manter os cuidados básicos com higiene, e, quando houver sintomas, o uso de máscaras para evitar a proliferação”.