Me diga com quem tu andas...
12 de Setembro de 2013, 12h58
Em nota divulgada nesta semana o deputado federal Wellington Fagundes (PR) minimizou o fato de ter entre seus assessores um dos condenados pelo esquema do 'Mensalão' no Distrito Federal. Rogério Ulysses trabalha com o parlamentar há mais de um ano e já foi condenado em primeira instância a devolver R$ 9,4 milhões que, segundo a Justiça, foram recebidos num esquema de propinas.
Fagundes usou a desculpa padrão dos políticos para casos assim. Apesar da robustez das acusações, o deputado considera que, como ainda cabem recursos, não há mal algum em manter o assessor acusado de corrupção. A avaliação é que Rogério Ulysses só poderá ser considerdo culpado depois que o processo for julgado em todas as instâncias - o que, levando em consideração casos semelhantes, pode durar mais de uma década.
É preciso dizer que, perante a legislação e a rotina brasileiras, Fagundes não está de todo errado.
Mas, cá entre nós, ele agiria melhor se seguisse as leis daquele nazareno que há mais de dois mil anos nos deu uma receita simples para conhecer as pessoas: "Me diga com quem tu andas e eu te direi quem és".