Metralhadora
Fulô se diz envergonhado por integrar o mesmo partido do governador Silval Barbosa
Declaração foi dada em discurso onde o vereador criticou falta de investimentos na Saúde, Segurança Pública e também atuação da Prefeitura.
12 de Setembro de 2013, 13h13
O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), disse ontem (11) que tem vergonha de pertencer ao mesmo partido do governador Silval Barbosa. A declaração foi feita num discurso em que ele cobrava o cumprimento da ordem de serviço para a construção de 20 novos leitos de UTI em Rondonópolis. A ordem de serviço foi assinada a quase um mês, mas até o momento não há sequer projeto para realização da obra.
"Ele veio aqui, assinou a ordem de serviços para os 20 leitos e até agora nada. Nessas horas eu me sinto envergonhado em ser do mesmo partido do governador", disparou.
O vereador Hélio Pichioni (PR), pediu um aparte e reforçou as críticas. Pichoni destacou que também não houve nada de concreto em relação a correção dos repasses para investimentos em Saúde e afirmou que não há previsão de quando o município contará com os novos leitos anunciados por Silval Barbosa.
"Fui informando que só nesta quarta-feira (11) saiu a autorização para fazer a planta arquitetônica, que ainda precisará passar pela análise da Vigilância Sanitária. As obras só serão iniciadas após esse processo, que não tem data para ser concluído. Infelizmente há muita conversa e pouca ação", reclamou.
Mais críticas
Fulô também reclamou da demora na obra de canalização do córrego Canivete e da falta de investimentos na Segurança Pública. "Esta canalização é uma obra do Governo do Estado e nós, vereadores, não temos competência sobre o assunto. É preciso chamar os deputados estaduais para fazer a cobrança. Já em relação a Segurança é preciso dizer que o município também precisa fazer sua parte", afirmou.
Na opinião do vereador peemedebista, o desempenho do recém criado Gabinete Municipal de Apoio a Segurança Pública está abaixo do esperado. Ele criticou a suposta falta de iniciativa do responsável pelo gabinete, Anderson Rocha de Souza, e pediu mais agilidade em medidas como a colocação em funcionamento das câmeras de vigilância.
Fulô também falou ainda sobre as falhas identificadas na obra da Unidade de Pronto Atendimento de Rondonópolis, que foi projetada e iniciada na gestão anterior. A solução dos problemas na obra custará cerca de meio milhão de reais. "Não adianta querer culpar a administração do ex-prefeito José Carlos do Pátio. Esse projeto foi elaborado quando o secretário de Saúde era Valdecir Feltrin, que também participa da atual administração", disse ele .
Outro lado
O vereador Reginaldo Santos (PPS) disse que compreende as críticas do colega peemedebista, mas isentou a gestão atual de responsabilidade sobre os problemas. Conforme ele, a Segurança Pública é atribuição dos Governos Federal e Estadual e a Prefeitura tem procurado auxiliar na superação dos problemas existentes.
"Não adianta querer colocar esse peso sobre o município. A verdade é que o Estado precisa fazer sua parte, aumentando os efetivos policiais e cumprindo velhas promessas - como a aquisição de tornozeleiras eletrônicas e a adequação do Socioeducativo", exemplificou.
Em relação a obra da UPA o vereador disse que os problemas foram herdados pela atual administração e que a secretária de Saúde, Marildes Ferreira, já está tomando todas as providências para corrigir as falhas no projeto.