Vendas de veículos em Mato Grosso caem em agosto

Número de emplacamentos cai 8,27% no comparativo com o mês de julho

por GazetaMT

12 de Setembro de 2014, 11h13

Vendas de veículos em Mato Grosso caem em agosto
Vendas de veículos em Mato Grosso caem em agosto

Segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Mato Grosso (Fenabrave-MT), o número de emplacamentos no Estado teve um recuo de 8,27% em agosto. Foram registrados 10.095 emplacamentos, frente a 11.005 no mês anterior. Para o presidente da Fenabrave-MT, Manoel Guedes, a queda é reflexo do momento vivido pelo setor em todo o país.

"Isto é resultado da situação econômica refletida pela indefinição política, pelo pós-copa, e também pela dificuldade que o consumidor ainda está encontrando para trafegar nas vias urbanas da capital e da vizinha Várzea Grande. Fatores que somados levam o consumidor a adiar a decisão de compra", avalia Guedes.

No comparativo com o acumulado até agosto de 2013, o número de emplacamentos teve uma redução de 4,06%, caindo de 84.734 para 81.294 neste ano. A queda, contudo, ainda foi menor que aquela sofrida pelo setor no Brasil, que chegou a 8,5%. Segundo Guedes isto se dá devido a uma característica da economia mato-grossense, que costuma crescer, no mínimo, o dobro que o país por sua forte vocação para o segmento produtor de commodities.

Os emplacamentos de carros de passeio e utilitários leves caíram 7,86% em relação a julho. Somadas, as duas categorias registraram 5.112 emplacamentos em agosto frente a 5.348 registrados no mês anterior. As condições adversas para concessão de créditos por parte das financeiras é considerado o maior responsável pela diminuição de vendas destes tipos de veículos. Contudo, este cenário deve ser minimizado com novas leis que facilitarão a execução e a retomada do bem financiado.

Mesmo com a diminuição sentida no último mês, a perspectiva para o restante do ano é de melhora. "O Segmento está otimista. As condições para os consumidores estão cada vez mais atrativas, as definições políticas serão conhecidas em pouco tempo, e a tendência é que tanto o nosso segmento como os demais que estão sofrendo os reflexos já experimentem melhoras em um ou dois meses", diz o presidente da Fenabrave-MT.