MUNDO
Terremoto em Marrocos deixa quase 2.500 mortos e país “escolhe” ajuda
Após terremoto, autoridades do Marrocos aceitaram apoio de alguns países e negaram de outros. Número de mortos está próximo de 2.500
12 de Setembro de 2023, 16h23
As autoridades do Marrocos responderam positivamente ao oferecimento de ajuda externa vinda da Espanha, Qatar, Grã-Bretanha e Emirados Árabes Unidos, após terremoto na sexta-feira (8/9) que deixou, até agora, 2.497 mortos. No entanto, negou o apoio de outros países, apesar da grandeza do desastre.
O rei de Marrocos, Mohammed VI, agradeceu as ofertas de ajuda durante uma sessão de gestão de desastres com o Ministério do Interior do país. Enquanto isso, a agência de notícias estatal acrescentou que “as autoridades marroquinas realizaram uma avaliação precisa das necessidades no terreno, sendo que a falta de coordenação em tais situações pode ser contraproducente”.
A Turquia, que sofreu um terremoto em fevereiro, ofereceu equipes de resposta de emergência e ajuda. Recep Tayyip Erdogan, presidente do país, disse que ajudaria “com todos os meios” se a sua oferta fosse aceita. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse estar pronta para fornecer ajuda imediata, mesmo com as relações diplomáticas entre os dois países estremecidas.
“As autoridades marroquinas sabem exatamente o que pode ser entregue, a natureza [do que pode ser entregue] e o momento. Estamos à sua disposição. Fizemos tudo o que podíamos. No momento em que solicitarem esta ajuda, ela será distribuída”, discursou Macron.
Terremoto foi o mais mortal em 60 anos
O terremoto de sexta, com magnitude 6,8, se tornou o mais mortal de Marrocos em mais de 60 anos. O tremor atingiu um aglomerado de montanhas, a 72 quilômetros de Marrakesh. O Ministério do Interior anunciou o número de mortos chegou a 2.497, com 2.476 feridos.
Veja local onde ocorreu o terremoto:
