FLOPOU?
SISPMUR convoca paralisação, mas movimento tem baixa adesão e comprova descrédito do sindicato
12 de Setembro de 2026, 07h03
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (SISPMUR) convocou nesta sexta-feira uma paralisação envolvendo trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Apesar da convocação, o movimento teve baixa adesão entre as categorias.
A mobilização ocorre em um momento politicamente sensível, às vésperas do período eleitoral, e levantou questionamentos entre servidores sobre a utilização de movimentos sindicais para fins político-eleitorais.
Geane Lina Teles, que durante mais de 15 anos esteve à frente do SISPMUR, continua sendo uma das articuladoras da entidade, embora atualmente não ocupe diretamente um cargo na direção sindical. Sua trajetória também inclui participação no cenário político de Rondonópolis. Na eleição municipal anterior, tentou viabilizar uma candidatura a vice-prefeita e, posteriormente, buscou uma candidatura ao cargo de deputada, sem conseguir consolidar a disputa.
Geane também é servidora pública. Segundo informações que permeiam os grupos de servidores, ela está afastada das atividades em sala de aula por motivos pessoais e atualmente atua junto ao sindicato. Informações repassadas por servidores apontam que ela teria sido contratada para atuar na entidade com remuneração de aproximadamente R$ 14 mil mensais.
A atuação de Geane vem sendo alvo de críticas de parte dos servidores, que questionam sua permanência como uma das principais figuras de influência dentro do movimento sindical. Para os críticos, a convocação de paralisações e outras estratégias adotadas pela entidade não estariam produzindo os resultados esperados para as categorias.
A baixa adesão ao movimento desta sexta-feira é apontada como um possível sinal de desgaste e de perda de capacidade de mobilização. A avaliação é de que estratégias consideradas ultrapassadas e a associação frequente entre mobilização sindical e disputas políticas podem estar contribuindo para o afastamento de parte dos servidores.
O cenário também começa a provocar movimentações dentro da própria categoria da educação. Segundo informações que circulam entre servidores, profissionais da rede municipal, liderados por Paola e César Ney, já estariam discutindo a criação de uma nova entidade sindical para representar os trabalhadores da educação. A iniciativa, caso avance, poderá representar uma mudança significativa no cenário de representação dos servidores municipais.
O episódio reacende, ainda, uma discussão recorrente sobre a atuação sindical em períodos próximos às eleições e sobre os limites entre representação dos trabalhadores e participação política. A baixa participação na paralisação desta sexta-feira coloca em evidência o atual nível de desconfiança das categorias na direção do SISPMUR.