Gasto imoral

Valtenir gasta verba publicitária com gráfica envolvida em desvio de dinheiro público

por GazetaMT

13 de Janeiro de 2016, 18h34

Valtenir gasta verba publicitária com gráfica envolvida em desvio de dinheiro público
Valtenir gasta verba publicitária com gráfica envolvida em desvio de dinheiro público

O deputado federal Valtenir Pereira (PMB), com forte base eleitoral em Rondonópolis, gastou R$ 12 mil com a Gráfica Print, para a impressão de material de divulgação de suas atividades parlamentares. A nota foi paga no mês de novembro de 2015 e, até aí, tudo bem, não estivesse a dita gráfica envolvida em pelo menos dois dos maiores escândalos de desvio de dinheiro público da história do estado.

Dono de um discurso altamente moralizador, Valtenir é ex-defensor público e sabe que cabe ao representante do povo fazer o uso correto do dinheiro público que lhe é ofertado para divulgar suas ações e, ao gastá-lo com uma empresa envolvida em esquemas de desvio de recursos públicos em pelo menos dois casos diferentes, onde foram desviados próximo de R$ 80 milhões, o deputado está dando uma verdadeira bofetada na cara de seus eleitores, que primam pela lisura e são contra a corrupção.

O Buxixo entende que é justo o deputado divulgar suas ações e não questiona os valores pagos, mas convenhamos: é imoral gastar dinheiro público, que é amealhado a partir do suor de todos, em uma empresa que se envolveu em esquemas de desvio de recursos públicos, que fazem muita falta em áreas como a saúde e a segurança pública, apenas para citar dois exemplos.

Pegou mal para o deputado...

Em tempo: As gráficas Print e Defanti, dos empresários Fábio Defanti e Dalmi Defanti, é suspeita de participação em um esquema que desviou de R$ 40 milhões de dinheiro público por meio de processos licitatórios fraudulentos de supostos serviços gráficos para o Estado.

Em outro caso, a mesma gráfica Print está envolvida em um esquema que desviou R$ 37 milhões da Assembleia Legislativa, também por meio de fraudes nos processos licitatórios. Os dois casos ainda tramitam na Justiça, mas os dois empresários já foram inclusive presos por alguns dias devido aos crimes.