MANIFESTO

Transportadores de grãos bloqueiam saídas BR-364 e trevo da 163 em Rondonópolis

Movimento pede melhor remuneração e tarifação mínima para o setor

por Robson Morais

13 de Janeiro de 2017, 09h16

Transportadores de grãos bloqueiam saídas BR-364 e trevo da 163 em Rondonópolis
Transportadores de grãos bloqueiam saídas BR-364 e trevo da 163 em Rondonópolis

Caminhoneiros seguem bloqueio parcial das rodovias que cortam o Estado. Foto: GazetaMTEncabeçados pelo Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), caminhoneiros autônomos, empregados e empresários do ramo de cargas seguem desde as 7h da manhã desta sexta-feira (13) com o bloqueio parcial nas saídas das rodovias federais BR-364 (saída para Cuiabá) e bifurcação 364/163 (Trevão). O protesto, informa a Polícia Rodoviária Federal (PRF), segue pacífico sem a interrupção por completo da pista.

Em solicitação enviada pela MTG à PRF, o movimento informa o motivo do manifesto. Pedem a busca por um frete que renumere o transporte de cargas graneleiro em Mato Grosso de modo que cubra os custos do setor.  Desde 2015, a categoria  luta por melhores condições de trabalho. O setor aguarda a aprovação e regulamentação do Projeto de Lei 528/2015, que cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de cargas.

Em dezembro do último ano, o projeto acima foi aprovado por unanimidade pelos deputados federais que compõe a Comissão de Viação e Transporte na Câmara Federal e hoje encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para analise.

Ao GazetaMT, a PRF confirmou que "a manifestação segue sob controle. O profissionais que aderiram ao movimento continuam abordando colegas de profissão que passam pela rodovia, fornecendo informações sobre o tema em questão". Ainda segundo o repassado, "o protesto tem previsão para durar por todo o dia com o acompanhamento  preventivo da polícia". 

Preço

No tarifação atual, motivo da manifestação, a tonelada da soja entre Sorriso e Rondonópolis sai a cerca de R$ 80, por exemplo, enquanto de Sorriso para Paranaguá (PR) a aproximadamente R$200. O preço, para os profissionais, não vale o trajeto e não cobre os custos dependendo do trecho percorrido. Sem a tarifação mínima, atestam prejuízo.

O setor do transporte de cargas, principalmente de grãos, vem passando por uma crise há três anos aproximadamente, tendo o seu "enterro do segmento" com a quebra da safra 2015/2016, onde somente entre soja e milho foram quase 9 milhões de toneladas a menos produzidas .

Em 2015, os caminhoneiros em Mato Grosso chegaram entre os meses de fevereiro e março a bloquear as principais rotas de escoamento da produção de grãos. Em todo o país foram realizados manifestos em prol de melhores condições de trabalho e um frete que cubra os custos de produção.