Decisão de Mauro Mendes (PSB) pode garantir segundo turno mais 'limpo' em Cuiabá
13 de Outubro de 2012, 09h13
Soou bem a declaração do candidato a prefeito Mauro Mendes (PSB) de que não haverá 'Comitê da Maldade' em sua campanha no segundo turno da eleição na capital. Mais do que desfazer a impressão dada com a entrada da equipe do ex-senador Antero Paes de Barros para reforçar o setor de marketing, a afirmação de Mauro Mendes inspira confiança de que haverá menos sujeira nesta etapa. No caso, o termo 'sujeira' deve ser compreendido em todas as acepções.
No primeiro turno da eleição os cuiabanos - e todo os brasileiros que passaram pela nossa capital - foram brindados com um espetáculo de poluição sonora e visual.
Diferente do que ocorreu em Rondonópolis, os cinco candidatos não firmaram nem um acordo prévio visando limitar o uso do poder econômico e a baderna eleitoral.Além de cartazes, milhares de 'cabos-eleitorais' espalhados pelas esquinas e farto material gráfico, houve excesso de ofensas e golpes baixos entre os candidatos.
Diferente daqui, onde apenas um candidato se valeu deste expediente, em Cuiabá vários concorrentes utilizaram panfletos apócrifos, reportagens na imprensa e até o nobre espaço da propaganda eleitoral gratuita para atacar os adversários de forma leviana e desleal.
Agora, com apenas dois candidatos e um deles já se compromissando em 'manter o nível', há a expectativa de que os eleitores cuiabanos possam finalmente conhecer as propostas de cada um e escolher livremente quem está mais preparado para governar a cidade.
Para 'nosotros', que vivemos ares mais tranquilos e civilizados, fica a esperança de que os senhores Mauro Mendes e Lúdio Cabral (PT) mostrem mesmo um pouco mais de decência, assumam o comando de suas campanhas e parem de envergonhar-nos diante dos turistas que visitam nossa capital.
Não custa lembrar que o grande fenômeno das eleições municipais no primeiro turno em todo o país foi a clara opção dos eleitores pelos candidatos que apostaram em apresentar propostas e evitaram as baixarias. E tudo indica que a regra valerá também nas cidades onde haverá o segundo turno.