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Carro capota sob forte chuva em MT, motorista morre e veiculo usavam "enganadores" de cinto de segurança
Segundo a PRF, os quatro ocupantes estavam sem cinto de segurança
13 de Outubro de 2026, 07h14
Uma viagem familiar que tinha como destino final Campo Grande (MS) terminou em tragédia na última sexta-feira (9), na altura do km 56 da BR-163, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá). Sob condições meteorológicas adversas e forte chuva na rodovia, o veículo em que o grupo trafegava sofreu um violento capotamento. O motorista não resistiu aos ferimentos e faleceu no local, enquanto sua esposa e os dois filhos pequenos ficaram feridos.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), um fator crítico chamou a atenção durante o atendimento à ocorrência e na análise dos vestígios: todos os quatro ocupantes do automóvel estavam sem o cinto de segurança no momento do impacto.
Em uma inspeção detalhada, os agentes encontraram nos fechos do veículo dispositivos conhecidos popularmente como "plugs" ou "clipes" simuladores. Esses acessórios são comercializados e utilizados especificamente com o intuito de burlar os sistemas inteligentes dos automóveis, bloqueando e silenciando os avisos sonoros incômodos que disparam quando o cinto não é afivelado.
A família, originária de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), viajava rumo ao estado sul-mato-grossense quando o acidente ocorreu. A esposa, de 32 anos, e as crianças, de 9 e 12 anos, sofreram diversas lesões devido ao capotamento e precisaram ser socorridas às pressas, sendo encaminhadas ao Hospital Regional de Rondonópolis. Felizmente, apesar da gravidade da dinâmica do acidente e do risco potencial gerado pela ausência de proteção, os três receberam alta médica posteriormente.
As autoridades policiais reforçam que o uso correto do cinto de segurança obrigatório por lei para absolutamente todos os passageiros, inclusive os que viajam no banco traseiro e é a principal barreira contra lesões fatais ou mutiladoras. Em ocorrências de capotamento, a ausência do equipamento costuma ser letal, uma vez que os ocupantes ficam totalmente vulneráveis a serem violentamente arremessados contra a estrutura interna do veículo ou lançados para fora dele. As causas específicas e a dinâmica que provocaram a perda de controle do automóvel continuam sob investigação.