Servidora desmente prefeito e sugere que ninguém será responsabilizado por perdas de vacinas
13 de Novembro de 2012, 09h20
O prefeito Ananias Filho (PR) gosta de lembrar que seu mandato vai até o dia 31 de dezembro e que, até lá, tem autonomia total para decidir. Mas, pelo jeito, ele precisa explicar isso melhor aos próprios funcionários - em especial àqueles que ocupam cargos comissionados ou posições relevantes na administração municipal. Pode começar conversando com a coordenadora do Departamento de Saúde Coletiva do Município, Djanira Logrado.
Ontem (12) Djanira desmentiu categoricamente afirmações feitas horas antes por Ananias Filho em uma rádio local. Ananias afirmou que havia determinado uma investigação interna para apurar a responsabilidade pela perda de mais de 10 mil vacinas e que pretendia punir os culpados. Mas a coordenadora disse que não é bem assim.
Segundo Djanira, não há investigação em curso e nem culpados. O problema teria sido causado por oscilações na geladeira utilizada para armazenar as vacinas - que ainda não foi substituída. Não custa lembrar que, só neste caso, os prejuízos estimados estão na casa dos R$ 200 mil, valor suficiente para comprar várias geladeiras.
O fato é que as declarações de Djanira deram a impressão de que o prefeito está desinformado ou não tem o poder que imagina ter.
Seria bom que Ananias viesse a público esclarecer a situação e mostrar quem realmente manda na Prefeitura. Do contrário, é recomendável que ele passe a ouvir antes seus subordinados para saber o que pode dizer nas entrevistas e declarações à imprensa sem correr o risco de ser desmentido depois.