AVENIDA BANDEIRANTES

Compra de área pelo Município por R$ 8,5 milhões é questionada

O terreno que fica à margem direita da Avenida Bandeirantes, na subida que dá acesso à região da Vila Operária, se valorizou muito recentemente com a instalação do Assaí Atacadista do outro lado da via.

por A TRIBUNA

13 de Novembro de 2022, 15h29

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Divulgação

A intenção de compra pelo Município de uma valorizada área junto à Avenida Bandeirantes, de propriedade da Algodoeira Palmeirense SA, próxima ao córrego Canivete, tem sido questionada pelo vereador Ozeas Reis, que vem requerendo informações sobre a finalidade da aquisição. O valor de venda da área urbana é de R$ 8,5 milhões.

O terreno que fica à margem direita da Avenida Bandeirantes, na subida que dá acesso à região da Vila Operária, se valorizou muito recentemente com a instalação do Assaí Atacadista do outro lado da via.

Ozeas Reis diz que o Município apresentou um projeto de lei na Câmara pedindo a autorização do uso de R$ 3,5 milhões do Fundo Municipal do Meio Ambiente, que complementaria o valor necessário para a compra. Diante das muitas dúvidas, primeiro, ele pediu vistas do projeto por 10 dias e, na última sessão, solicitou ao líder do prefeito na Câmara, vereador Reginaldo Santos, que retirasse o projeto da pauta de votação.

Vereador Ozeas Reis: “Não adianta comprar uma área por comprar, para servir de depósito de lixo ou para ficar tomada pelo mato!” (Foto – Arquivo)

Conforme o parlamentar, a compra de uma área nesse valor expressivo precisa ter a devida transparência e discussão. Nesse sentido, já apresentou requerimentos ao Município solicitando inúmeras informações acerca da compra e do projeto a ser implantado na área. “Não adianta comprar uma área por comprar, para servir de depósito de lixo ou para ficar tomada pelo mato!”, alertou.

Até o momento, informa que o Município lhe repassou apenas o mapa de localização e a matrícula da área, com o valor de aquisição. “Nosso intuito é que haja um projeto que realmente venha contemplar a sociedade”, reforça.

De forma extraoficial, o vereador diz que recebeu a informação da secretária municipal de Habitação e Urbanismo, Huani Rodrigues, de que essa área serviria para implantação de uma espécie de “cinturão verde”. Por isso, o requerimento com pedido de informações é direcionado ao secretário do Meio Ambiente (Semma), Marcus Vinícius.

Caso seja necessário, não obtendo todas as informações necessárias, na próxima sessão da Câmara, Ozeas externou que pretende pedir vistas do projeto por mais 10 dias. Vale ressaltar ainda que o projeto pretendido para ser executado nessa área também não foi discutido com a sociedade.