eleição da mesa
Thiago Muniz defende nome de Ibrahim para presidir Câmara
"O nosso grupo está muito unido e temos o compromisso de eleger o presidente da Câmara de dentro desse grupo', disse ele
13 de Dezembro de 2012, 16h47
O vereador recém-eleito Thiago Muniz (PPS) disse acreditar que a próxima Mesa Diretora da Câmara tem um enorme desafio pela frente e defendeu o nome do também estreante na vereança Ibrahim Zaher (PSD) como candidato do grupo aliado do prefeito eleito Percival Muniz (PPS).
Para o vereador, administrar o Parlamento com o aumento do número de vereadores, que passam dos atuais 12 para 21 a partir de janeiro de 2013, sem o respectivo aumento no valor do duodécimo repassado pelo Executivo, será um grande desafio. "Quem for assumir a presidência terá um enorme desafio pela frente para gerir esse aumento nas despesas sem o aumento dos recursos financeiros, até por que ali é gasto mais de um milhão de reais por mês, que é dinheiro da comunidade, e tem que no mínimo dar mais transparência para o que acontece na Câmara", apontou.
Sobre o nome de sua preferência para ocupar a presidência do Legislativo, Muniz aponta o nome de Ibrahim Zaher. "O nosso grupo está muito unido e temos o compromisso de eleger o presidente da Câmara de dentro desse grupo. Sem querer desmerecer ninguém, eu sou muito amigo do Ibrahim e tenho certeza de que ele vai ser um excelente presidente, caso venha a conseguir a indicação do grupo".
O PPS, partido ao qual Thiago Muniz é filiado, abriu mão de disputar a presidência da Câmara, mas existem compromissos já assumidos com os partidos aliados, como no caso da presidência, que será ocupada por um vereador do PSD ou do PDT; a primeira vice-presidência ficará com o PT, sendo que a segunda vice ficará aberta para algum aliado de última hora, que vier de fora do arco de alianças do prefeito eleito; a primeira-secretaria com o PPS e a segunda com o partido que for preterido na escolha do presidente.
Eleição da Mesa x Governabilidade - Thiago Muniz comentou também sobre a aproximação de partidos como o PMDB, que dá sinais de que deve aderir ao grupo do prefeito eleito, mas descarta a possibilidade de que isso venha a alterar as negociações em torno da Mesa Diretora.
"Para governar com tranquilidade, o prefeito precisa de dois terços dos vereadores ou da maioria absoluta. Mas para eleger a Mesa da Câmara é preciso apenas maioria simples. Acho que são coisas distintas e devem conversadas separadamente. No caso do PMDB, sinto que vamos contar com eles para ajudar a futura administração, mas acho difícil um acordo já para a eleição da Mesa", opinou.
Administração - O vereador reconhece que existe uma expectativa muito grande por parte da população com relação à futura administração e que os desafios para o próximo gestor são na mesma proporção. "A palavra certa para ser dita sobre o início da futura gestão é muito trabalho. As administrações dos últimos quatro anos deixaram muito a desejar e hoje a cidade está cheia de buracos, com problemas na saúde, travada para a vinda de novas indústrias, falta uma organização para receber a ferrovia. Esses são desafios para a nova gestão destravar e eu serei um parceiro da população para ajudar a resolver esses gargalos e aproximar as pessoas do serviço público", finalizou.