AMIGO DO CHEFE

“Cacique” preso pela PF não é cacique, já foi preso por tráfico de drogas e recebe aporte financeiro de fazendeiro vizinho de terra indígena

por Da redação

13 de Dezembro de 2022, 14h33

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Divulgação

Após a prisão do indígena José Acácio Serere Xavante, vulgo Cacique Tserere por parte da Polícia Federal, cumprindo ordens do Ministro Alexandre de Morais do STF, na segunda-feira (12), trouxe à tona uma relação do grupo organizado por “Cacique Tserere” e um financiador da estadia de várias etnias mato-grossenses em Brasília, o fazendeiro paulista com propriedade em Campinápolis, Mauridis Parreira "Dide" Pimenta, que alias é vizinho da TI Parabubure da etnia Xavante e onde vive a família de Tserere.

O fato é que em um vídeo, Dide Pimenta relata que juntamente com outras pessoas viabilizou a ida a Capital Federal de pelo menos “oito ônibus de índios”, e que para o deslocamento e manutenção dos indígenas por lá por 10 dias, o fazendeiro faz um apelo para que ajudem por meio de pix.

O fazendeiro destaca que foi procurado por Tserere, pois o indígena queria de alguma forma ajudar nos atos em Brasília. E que estariam com dificuldades em manter o grupo, assim receberiam doações.

CACIQUE FAKE?

Mas o tal “Cacique Tserere” não é o Cacique da própria aldeia, que tem como “chefe” o Cacique Celestino, segundo algumas informações dos bastidores da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). E não é só isso, José Acácio Serere Xavante é não é mais considerado um indígena tradicional e teria se casado há seis anos com uma não indígena. Outros dois fatos que chamam a atenção é que após ser preso por trafico de drogas, se converteu dentro da cadeia a religião evangélica e se tornou pastor, e Serere Xavante que é filiado ao Patriotas, onde tentou se eleger prefeito de Campinápolis, mas obteve pífia votação.

Veja o apelo do ruralista: