Casos investigados pelo TCE-MT e pelo MP poderiam ser evitados se Câmara tivesse agido com autonomia
13 de Fevereiro de 2013, 17h15
O atual Secretário Estadual de Esportes, Ananias Filho (PR), começou a colher o resultado das polêmicas decisões tomadas durante sua curta passagem pela Prefeitura de Rondonópolis. Na semana passada o TCE-MT determinou cautelarmente o não pagamento das rotatórias feitas por ele. Agora, o Ministério Público confirma que está investigando a 'farra' dos terrenos públicos distribuídos no final do ano passado.
O curioso é que, até aqui, Ananias parece impassível. Garante que tem como explicar os problemas com as rotatórias e que, no caso dos terrenos, a responsabilidade é dos subalternos - leia-se membros do Conselho de Desenvolvimento Industrial (Codipi), engenheiros e profissionais encarregados de avaliar as áreas distribuídas.
É claro que todos os servidores que tiveram relação direta ou indireta com os casos investigados terão de responder por eventuais irregularidades - inclusive, se for o caso, com os próprios bens. Mas, é bom que se diga, o gestor era Ananias Filho e caberá a ele a maior responsabilidade.
No entanto é preciso ressaltar também que todos os problemas agora detectados poderiam ser evitados se houvesse um mínimo de independência e bom senso dos vereadores da época. À exceção de Reginaldo Santos (PPS) e Mohamed Zaher (PSD), todos os outros parlamentares (veja as fotos deles nesta página) foram coniventes com o que ocorreu - apoiando medidas absurdas ou calando-se diante das denúncias feitas naquele momento.
No caso dos vereadores e ex-vereadores omissos a punição depende apenas dos próprios rondonopolitanos. O troco poderá ser dado nas próximas eleições.
É só não esquecer.