ASSASSINATOS
Segundo a Sesp: Discussão em mesa de bar e vingança são as maiores causas de homicídios em MT
Até 2019, governo pretende reduzir os registros de assassinatos em 30%.
13 de Fevereiro de 2017, 07h06
Apesar de grande parte dos homicídios em Mato Grosso ter usuários de drogas como vítima dos assassinatos, não há, na maioria dos casos, uma relação direta entre a morte e o tráfico de entorpecentes. As maiores razões para tirar uma vida são banais: a discussão na mesa de bar e a vingança. Em seguida, surgem a disputa por territórios do comércio de drogas, os crimes passionais e os crimes patrimoniais. Um exemplo recente de morte por motivo fútil foi do adolescente de 17 anos, em Várzea Grande. O motivo, a priori, foi uma desavença por uma pipa. O crime ocorreu no dia 09 de fevereiro.
"Apesar da grande redução de homicídios em Mato Grosso nos últimos dois anos consecutivos, 4% em 2016 e 13% em 2015, as principais causas para as mortes ainda são motivos banais, conforme estudo da Secretaria Nacional de Segurança Pública realizado no ano de 2015. Dificilmente você conseguirá reverter a vontade de quem quer matar, ou seja, a motivação do crime. Mas o instrumento utilizado, e no caso de nosso estado é a arma de fogo, pode e está sendo retirado das mãos dos criminosos. Sem as armas de fogo, não apenas mortes são evitadas, mas muitos outros delitos, como, por exemplo, os roubos", comentou o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas.
Plano estratégico
Pelo Plano Estratégico, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) pretende reduzir os registros de assassinatos em 30% até dezembro de 2019. O plano, que engloba o período de 2016 a 2019, tem a pretensão de reduzir os homicídios dolosos de 34,79 a cada 100 mil habitantes, para 25,51 em dezembro de 2019. Outro item é diminuir a taxa de roubos de 553,11 a cada 100 mil habitantes para 403,22 a cada 100 mil dentro de pouco mais de dois anos e meio.
Dividido em 10 objetivos estratégicos, parte deles já estão sendo executados pela Sesp, como o objetivo de pactuar políticas que envolvam segurança pública com municípios e setores organizados da sociedade.