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Câmara realiza audiência para discutir estacionamento rotativo e plano decenal de trânsito
A audiência foi uma iniciativa do vereador Reginaldo Santos (PPS) e contou com a presença de lideranaçs comunitárias e empresariais
13 de Março de 2013, 10h25
A Câmara Municipal realizou na noite dessa terça-feira, 12, uma Audiência Pública para debater a problemática da falta de vagas para estacionamento no centro da cidade e a confecção de um plano decenal para a questão do trânsito. A audiência foi uma iniciativa do vereador Reginaldo Santos (PPS) e contou com a presença de líderes comunitários e representantes de entidades empresariais e ligadas à questão da segurança.
Segundo Reginaldo Santos, o objetivo da audiência seria discutir formas de solucionar o problema da falta de vagas de estacionamento no centro e em alguns pontos também críticos na cidade, além de começar a elaboração de um plano de longo prazo que permita que os investimentos no trânsito sejam feitos com mais eficiência.
"Na questão da falta de vagas de estacionamento, nós já temos o projeto do estacionamento rotativo pronto e precisa ser implantado logo pelo Município, para que possamos oferecer uma saída para a população. Mas nós também queremos, junto com as entidades que representam os diversos segmentos da sociedade, fazer um planejamento de curto, médio e longo prazo, para que independente de quem seja o prefeito ou vereadores, a política pública de trânsito da cidade seja executada, sem descontinuidade", defendeu o vereador.
Entre as propostas apresentadas, foi sugerido que a Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (Acir) crie uma figura jurídica para gerir o estacionamento rotativo na cidade e a criação de leis municipais que obriguem as empresas que vierem a se instalar na cidade apresentarem um projeto de viabilidade de estacionamento ao Município.
Presente na audiência, o secretário de Trânsito, Argemiro Ferreira, afirmou que vai priorizar a implantação do estacionamento rotativo, apesar de não garantir que isso ocorra ainda este ano. "Esse é um clamor geral da sociedade e nós vamos dar toda a celeridade possível para a implantação, mas não posso garantir que isso vá acontecer ainda este ano", afirmou.
Ele ainda reclamou de leis municipais que reservam vagas de estacionamento para farmácias e clínicas médicas. "Nesse caso, a legislação é desencontrada, mas já fizemos uma consulta ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e vamos tomar as medidas para solucionar isso".
Plano Decenal - Reginaldo defendeu que a elaboração do plano decenal para o trânsito da cidade seja elaborado pelo Conselho Municipal de Trânsito, que está inativo no momento. "Dessa forma, ouvindo todos os segmentos da sociedade, o trânsito deixa de ser uma bandeira de um vereador ou partidária, e passa a ser uma política pública".
Já o vereador Rodrigo Lugli (PSDB) alertou para a necessidade de pautar a discussão do assunto em critérios técnicos. "Temos que ter um plano que vá além dos prefeitos, por que senão um coloca um quebra-molas e outro tira, e fica sempre nesse jogo de tira e põe. Eu defendo que a prefeitura contrate uma empresa ou organização para realizar um estudo e auxiliar no planejamento para o trânsito de Rondonópolis", pontuou.
O policial rodoviário Luiz Carlos Silva tocou num ponto relevante, ao defender a inclusão da Secretaria de Infraestrutura, Urbanismo e Habitação nas discussões para a melhora no trânsito da cidade. "Uma das grandes dificuldades que enfrentamos é que quem planeja o trânsito nunca está presente aqui. Defendo que o pessoal do Urbanismo da prefeitura, que é quem autoriza a abertura de novos bairros na cidade e autorizam esses novos bairros com ruas estreitas, para diminuir os custos das imobiliárias, tenham assento no Conselho de Trânsito, pois sabemos que onde o trânsito é bom, as ruas são largas. Esses projetos de novos bairros têm que passar pela Setrat e pelo Conselho de Trânsito", disse ele.