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Fórum fará ato na Câmara em defesa da democracia e de reformas política e tributária

Também serão debatidos as reformas tributária e política, que começam a ser debatidos no Congresso Nacional

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13 de Março de 2015, 14h54

Fórum fará ato na Câmara em defesa da democracia e de reformas política e tributária
Fórum fará ato na Câmara em defesa da democracia e de reformas política e tributária

O Fórum Popular em Defesa da Democracia, constituído em 2013 por entidades populares, fará uma Mesa de Debate nessa sexta-feira, 13, para discutir e debater a conjuntura atual do país, com a corrupção, principalmente na estatal Petrobras, dominando a pauta dos grandes órgãos de comunicação do país. Também serão debatidos as reformas tributária e política, que começam a ser debatidos no Congresso Nacional.

De acordo com o professor Ricardo Klinkerfus, um dos articuladores do Fórum, o objetivo da Mesa Redonda do mesmo é debater a atual conjuntura do país, com o intuito de esclarecer alguns pontos muito noticiados pela mídia nancional. "Esse é um ato para debatermos o que realmente está acontecendo, para não engolirmos um discurso pronto, pois temos observado que muitas pessoas tem comprado um discurso que não é delas, principalmente por falta de informação. Muitas dessas pessoas estão sendo levadas a crer numa realidade que não é verdadeira", afirmou.

Segundo Klinkerfus, há uma tentativa de se colocar para a opinião pública que a corrupção, mormente nos governos e nas estatais, é um fenômeno recente, vinculado aos governos petistas, negando que ela já existisse antes deles. "Há a corrupção e isso nós não queremos negar. Mas a corrupção chegou no Brasil de caravela, quando os portugueses vieram para cá. O que há de recente é o combate à corrupção, como há agora, em que há apuração e punição para os corruptos. Nem todos já foram pegos em atos ilícitos, mas há a apuração e essa é a verdadeira novidade no país", continuou.

Ele emenda afirmando que a corrupção esteve presente em todos os momentos da história brasileira e que se tenta criar uma impressão para a população de que nunca houve tantos corruptos como agora. "Quando na verdade o que há agora é a apuração".

'Defendemos que a Petrobras continue sendo dos brasileiros, principalmente agora que 75 % dos royalties do Pré Sal são destinados para a educação', disse Jadielson Moraes - Foto Luan Dourado/GazetaMT"As pessoas precisam ter clareza sobre o que há por trás da polêmica envolvendo a Petrobras. O que ela significa para o país, o que os trilhões de reais do Pré Sal significam para a educação e a saúde do país, pois há uma clara campanha com o intuito de privatizar a Petrobras. Se você vende uma empresa dessas é adeus para trilhões para investimentos em saúde, educação e programas sociais", emendou.

Também serão discutidos temas como a reforma tributária, para a qual o Fórum defende que as grandes fortunas paguem mais impostos, e a reforma política, que começa a ser discutida pelo Congresso Nacional. "Nós temos uma posição contrária ao financiamento das campanhas eleitorais pelas empresas, pois entendemos que dessa forma, essas empresas se tornam como que donas de parte desses mandatos, que na verdade deveriam pertencer ao povo. E os interesses dessas empresas nem sempre é o melhor para o povo brasileiro", disse o professor.

O líder do Fórum Popular ainda falou sobre o que classificou como 'golpismo' ou tentativa de provocar uma espécie de terceiro turno nas eleições presidenciais, apoiado e sustentado por adversários da presidente Dilma Rousseff (PT). "Nós não somos contra nenhum protesto popular. Se as pessoas vêm motivos para protestar, tem mais que protestar. Mas o que nós temos visto é que muitas pessoas que participam desses eventos tem motivos justos, mas há os que participam por motivos escusos, ocultos. As lideranças desse movimento que pedem o impeachment da presidente sabem que não há embasamento jurídico nenhum para esse impeachment. Isso é muito claro, mas muitas pessoas estão sendo induzidas a acreditar que apenas criticar a Dilma é motivo suficiente para impeachment. A presidente assumiu seu segundo mandato há menos de três meses e não há motivos para tirá-la da presidência", concluiu.

Já o presidente da União da Juventude Socialista (UJS), que também participa da organização do ato, Jadielson Morais, esse não é um movimento eminentemente da juventude, como em outros momentos. "A juventude ativa nos movimentos sociais tem uma visão diferente das práticas golpistas que vêm sendo adotadas pela oposição. Defendemos que a Petrobras continue sendo dos brasileiros, principalmente agora que 75 % dos royalties do Pré Sal são destinados para a educação. Se perdermos essa empresa, o prejuízo vai ser muito grande para o povo brasileiro", disse.

O ato em defesa da democracia e das reformas acontecerá no prédio da Câmara Municipal, nesa sexta, 13, a aprtir das 19 horas. Além do ato dessa sexta, o Fórum pretende levar a mesma discussão para escolas, universidade e associações de moradores.