TOM DO DISCURSO
Medeiros volta a enfatizar corrida à reeleição no Senado com “análise” de efeito
13 de Março de 2017, 08h22
Candidato certo à reeleição ao Senado em 2018, José Medeiros -PSD já havia soltado a seguinte frase: "ou saio à reeleição ou vou cuidar dos meninos", referindo-se a sua única disputa em vista. Ex-suplente, é chegada a hora, reconhece o próprio, de conhecer os limites de seu poderio político. Até onde chegará o mato-grossense parlamentar?
Nesta semana, Medeiros voltou a frisar urgência e confirmou acordo junto ao PSD para ser o candidato no próximo ano, fechado ainda quando da filiação à sigla. Ter Medeiros no Senado, a esta altura, é prioridade.
Apoiado tanto pelos PSD's nacional e estadual quanto por colegas que fez no Legislativo, Medeiros jamais escondeu ímpeto pela disputa à reeleição. Em vantagem para 2018, sua a exposição no último ano, desde a vice-liderança do governo Temer no Senado e o front nos embates pró impeachment até sua mais recente candidatura à presidência da Casa. Perdera para o peemedebista Eunício Oliveira -PMDB, mas ganhara espaço entre os seus.
Em Mato Grosso, a reboque de Brasília, o presidente estadual do PSD e atual vice-governador Carlos Fávaro declarou apoio. "Ele tem total legitimidade para disputar a reeleição. Ele é atuante, vice-líder do governo federal, um dos melhores senadores do Brasil. O partido estará o apoiando. Caso ele queira disputar outro cargo também terá o nosso respaldo", afirmou o presidente estadual em entrevista recente. Fávaro também busca viabilizar seu nome para 2018, com provável permanência como vice-governador na chapa de reeleição de Taques.
Em sua mais recente entrevista, Medeiro analisou: "Na política a gente não pode ser candidato de si mesmo. Na política a gente tem que ser candidato na construção. Quando eu vim para o partido coloquei, inclusive, que eu queria a chance de construir um projeto de reeleição - foi aceito isso e estamos construindo".
Em janeiro, durante recesso do Senado, deu o mesmo tom de efeito em entrevista exclusiva ao site GazetaMT. Pensava, ainda, àquela altura, na candidatura à presidência do Senado e o discurso remetia ao medo de "errar pela omissão, prefiro errar por ação". A entrevista completa está aqui.
Tão certo quanto 2 + 2: tom de discurso.