TRANSPORTE COLETIVO

Para dar fôlego ao Executivo, Cidade de Pedra estende serviço até 15 de maio

Empresa havia comunicado encerrar atividades em 18 de abril. Prejuízo acumula mesmo com reajuste

por Robson Morais

13 de Março de 2017, 17h48

Para dar fôlego ao Executivo, Cidade de Pedra estende serviço até 15 de maio
Para dar fôlego ao Executivo, Cidade de Pedra estende serviço até 15 de maio

A empresa concessionária detentora do serviço de transporte público em Rondonópolis, Cidade de Pedra, decidiu adiar a data do encerramento de suas atividades no município. Anteriormente, havia comunicado o fim das linhas de ônibus já no próximo dia 18 de abril, mas optou por dar fôlego para que o Executivo municipal encontre solução que viabilize a prestação do serviço na cidade.

Até o dia 15 de maio o serviço continua, mas passível de adequação, como, por exemplo, redução de carros circulando em horários considerados de baixo fluxo. À reportagem, porta -voz da Cidade de Pedra confirmou o novo prazo definido após reunião junto ao Executivo, na última segunda-feira, 6.

Segundo informado, o acordo atende a pedido feito pelo prefeito José Carlos do Pátio, que pretende finalizar, até o dia acordado, o novo Plano Diretor do Município, que poderá, por sua vez, viabilizar a abertura de novo processo licitatório para contratação de empresa prestadora do serviço de transporte coletivo.

Ainda como o repassado pela fonte, a Cidade de Pedra não confirma interesse em participar de um novo contrato sem que que o edital atenda ao que dita o mercado. Alega inviabilização do serviço por conta do alto custo de operacionalização.

Prejuízo

No dia 3 de fevereiro, a passagem dos ônibus circulares foi reajustada. De R$ 3,34 para R$3,60. A medida foi acordada pela Cidade de Pedra junto aos Poderes Executivo e Legislativo, em correção ao valor não reajustado em anos anteriores. Ainda assim, a empresa afirma não conseguir cobrir prejuízos acumulados.

A nova tarifa não permitiu, por exemplo, melhoria nos carros. Tem servido única e exclusivamente para amenizar um montante de dívidas acumuladas pela Cidade de Pedra. O contrato da empresa com o município de Rondonópolis completou seu terceiro aniversário de vencimento.

Licitação fracassada

A exemplo da situação vivida pela Cidade de Pedra em Rondonópolis, a Prefeitura abriu processo licitatório, ainda em 2016, para a contratação de uma nova empresa prestadora de serviço. Não houve, porém, uma empresa sequer interessada em participar do certame. De acordo com empresários do setor, o que a prefeitura exigia em contrato não cobre as despesas do serviço e acabou não interessando a ninguém.

Caso a finalização do Plano do Diretor do Município, em maio, possibilite o lançamento de novo edital, a proposta do Executivo terá de ser diferenciada. Tanto a Cidade de Pedra quanto outras possíveis concorrentes na futura licitação aguardam o detalhamento de acordo que viabilize a operacionalização do serviço de transporte coletivo.

Números desencontrados

A municipalidade divulga um fluxo de 25 a 27 mil passageiros por mês dentro dos ônibus das linhas circulares da Cidade de Pedra. A empresa, porém, apresenta outra dado: o número de pagantes, diz, não passa de 17mil/mês. O que é computado na conta final é o passageiro isento da tarifa, como idosos e estudantes.

A Cidade de Pedra tem hoje 80 carros com a média de idade de 8 anos e 200 funcionários.