FIM DE NAMORO

Base aliada começa a pender para o racional e cobrar o prefeito

por GazetaMT

13 de Abril de 2017, 08h28

Base aliada começa a pender para o racional e cobrar o prefeito
Base aliada começa a pender para o racional e cobrar o prefeito

Desde o início da gestão Zé do Pátio, a Câmara de Vereadores esteve dividida praticamente meio a meio. Dos 21 parlamentares, 10 'eram' da base e apoiavam tudo o que vinha do Executivo, outros 10 ficavam na retaguarda, atirando com mira certa, e mais o presidente da Casa, que oficialmente não vota, só em casos específicos.

Pois bem, eles - os da base- sustentaram quase 100 dias a dura missão de dizer SIM, sempre sim aos devaneios da administração. Mas o namoro começou a enfraquecer.

E assim vai, teve secretários convocados para dar explicações sobre casos estranhos e que nem se mexeram para atender ao Legislativo; teve solicitação protocolada de informações sobre contratos, lotacionograma, folha de pagamento . . . . que nunca foram respondidas; teve e continua tendo a 'chuva' de projetos que chegam para serem votados em regime de urgência em cima da hora, às vezes até com a sessão em andamento. . . e por aí afora.

Bem, agora parece que o barco começa a afundar e aquele namoro latente começa a esfriar.  Na semana passada Vilmar Pimentel (SD) e Helio Pichioni (PSD) reclamaram a falta de luvas cirúrgicas, medicamentos, materiais básicos e, inclusive, médicos nas unidades de saúde. Lembrando que os dois são da base do prefeito. Parece que está na hora de Discutir a Relação - DR.

Nesta quarta-feira,12, foi a vez da surra na Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis - Coder. Os vereadores reclamam que a empresa de economia mista está sendo usada como palanque eleitoral e que a diretora administrativa e financeira, Katiene Salomão, só deixa a empresa atender às solicitações de vereadores que estejam comprometidos com a campanha de 2018, em apoio ao representante do Incra Valdir Correia (SD). Seria este mais um intrometido que pode acabar com o romance?

Mais uma mágoa que parece traição: os professores das unidades do campo contestam a decisão autoritária de reduzir o percentual, garantido em lei, sobre o salário deles a título de auxílio transporte. Nesta briga todos os vereadores se posicionam do lado dos servidores que têm o direito garantido há 15 anos, que foi cortado agora por uma interpretação diferente da lei. Alguém mais metendo o 'bedelho' na relação até então apaixonada. 

Agora vai ter mais ainda. Tem um projeto pronto para ser votado que vai limitar a atividade do prefeito Zé do Pátio a pedir bênção à Câmara de Vereadores. Tudo que envolver dinheiro público será preciso passar pelo crivo dos vereadores. Sem maioria e perdendo aliados a cada semana, vai ficar difícil, muito difícil.

Esperar pra ver é o que resta à população, que já está acostumada a esperar, esperar, esperar. . . . . .Será que o divórcio é a consequência?