Eleições
PHS confirma convenção para o dia 10 e confirmará Muvuca como candidato ao governo
Convenção será realizada em Cuiabá e deixará ata aberta até o dia 30, para facilitar entendimento com partidos que devem compor aliança
13 de Maio de 2014, 09h47
O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) deve ser um dos primeiros a definir os candidatos que entrarão na disputa eleitoral este ano em Mato Grosso. O partido confirmou para o dia 10 de junho a convenção para homologar os nomes e definir uma 'Carta de Intenções', com as propostas do partido para gerir o Estado. O evento será realizado na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios, em Cuiabá, e vai contar com a presença de lideranças nacionais da legenda e também de outros partidos.
A convenção deve confirmar o nome do jornalista José Marcondes Neto, o Muvuca, como candidato a governador. O partido também espera aprofundar nesta data as discussões sobre possíveis alianças, no entanto manterá a ata aberta até o dia 30 deixando as vagas de vice, senado e suplentes para serem referendadas pelos respectivos partidos aliados.
"É legítimo o diálogo, e deixarei meus parceiros à vontade. Já mostrei que não vim pra brincar e se não houver composição temos um plano alternativo para fechar chapa pura e completa, como ou sem coligação", adianta. Muvuca diz que a direção do seu partido está afunilando as conversas e deverá fechar coligação com 4 partidos. "Não somos adeptos da barganha ou conchavos em cima de cargos e dinheiro, vamos lá, apresentamos nossas propostas e fazemos o convite, o resto fica por conta da consciência e razão de cada um", diz.
Conforme as últimas pesquisas de intenção de voto realizadas no Estado pelo instituto Vox Populli, Muvuca tem hoje cerca de 2% da preferência do eleitorado. O percentual é considerado positivo, levando em conta quem os adversários tem estruturas partidárias maiores e grande espaço na mídia.
"Já temos um pequeno capital eleitoral antes do início propriamente dito da campanha. Isso sem colocar um adesivo na rua, nem aparecer em propaganda alguma. E ainda que tivéssemos apenas 1% de chance, manteríamos 99% de esperança", diz, empolgado.
Otimismo
O jornalista, que formou sua história nas lutas sociais, do movimento estudantil ao comunitário, sempre na defesa das causas populares, acredita que a vitrine do horário eleitoral e os debates irão oportunizá-lo a chegar no segundo turno.
"Acredito na inteligência e sabedoria do povo, especialmente quando eles verem que aqui não tem um candidato titubeante, que não sabe se vai para um lado ou para outro, se fecha com este ou com aquele, e sim alguém determinado e com uma proposta firme ao governo".
Crítico tanto da situação quanto da oposição, o jornalista promete fazer uma campanha alternativa contra as chamadas elites políticas, se colocando como uma opção ao que ele chama de 'barões, coronéis e falsos líderes moralistas que estão dando as cartas há mais de 30 anos no poder em Mato Grosso'.