"MEDIDA INEVITÁVEL"
“Se não fizer isso os médicos vão ter que decidir quem vive e quem morre”, diz secretário sobre Lockdown
Estado registrou aumento gigantesco de casos nas últimas 24 horas. De acordo com o boletim informativo, foram 604 novos casos da Covid-19 em diversos municípios, além da 20° morte pela doença ter ocorrido em Várzea Grande nesta terça-feira
13 de Maio de 2020, 10h03
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em coletiva virtual na manhã desta quarta-feira (13), esclareceu que o “Lockdown” adotado por outros estados e municípios é uma medida que está interligada com a capacidade de leitos disponíveis.
Dito isto, Figueiredo considerou que alcançada a margem de 80% dos leitos de internação para a Covid-19, cabe ao gestor municipal ou estadual decidir ou não pela decretação do “Lockdown”. Essa escolha, todavia, irá implicar na decisão de “quem vive e quem morre”.
“Todos os municípios, todos os estados que chegarem a 80% da sua capacidade de atendimento, terão a necessidade de adotar essa atitude. Então não é questão de eu ser a favor ou contra. Se não fizer isso os médicos vão ter que decidir quem vive e quem morre porque não haverá leitos pra todo mundo”, explicou.
Mato Grosso recebeu do Ministério da Saúde apenas 10 leitos para o enfrentamento ao coronavírus, dos quais a maioria não possui respiradores próprios. O aparelho mecânico está em falta no mercado interno em razão da alta demanda causada pela pandemia.
Indagado em relação a disparada no número de casos nos últimos 12 dias, o secretário atribuiu esse cenário ao comportamento da população, a medida em que desrespeitam as diretrizes de isolamento social.
“Essa conta é simples de fazer, vai aumentar a medida em que nós tenhamos contatos com as pessoas”, pontuou.
Além disso, Figueiredo admitiu ter no Estado casos desconhecidos, uma vez que assintomáticos e casos leves não chegaram a ser notificados.
“Com certeza o número de infectados é maior que esses 604 que não foram notificados”, finaliza.