ANEEL

Faissal cobra investigação de órgãos reguladores sobre possível concorrência desleal da Energisa no setor solar

Parlamentar pede esclarecimentos sobre novas exigências para ligações

por Da redação

13 de Maio de 2026, 14h57

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Divulgação

O deputado estadual Faissal Calil apresentou, na sessão desta quarta-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dois requerimentos de informações direcionados à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Energisa Mato Grosso, cobrando esclarecimentos sobre possíveis práticas anticoncorrenciais no setor de energia solar e sobre novas exigências técnicas impostas pela concessionária.

No primeiro requerimento, Faissal solicita investigação e providências relacionadas a possíveis práticas antirregulatórias e concorrenciais envolvendo concessionária de distribuição de energia elétrica pertencente a grupo econômico que também atua no mercado de comercialização e soluções energéticas. Segundo o parlamentar, o gabinete recebeu manifestações e denúncias sobre possível utilização de estrutura, canais institucionais e informações da atividade concessionada em benefício de empresas do mesmo grupo econômico.
“O consumidor de energia solar em Mato Grosso continua enfrentando insegurança e dificuldades regulatórias. Precisamos garantir transparência, livre concorrência e respeito às normas do setor”, afirmou Faissal.
O deputado também relembrou que já havia encaminhado ofícios à ANEEL e ao CADE solicitando apuração dos fatos. Contudo, segundo ele, ainda não houve resposta formal da agência reguladora, enquanto o CADE entendeu que a análise do caso compete à ANEEL.
Em outro requerimento, Faissal cobra esclarecimentos sobre nova exigência implementada pela Energisa Mato Grosso para projetos e instalações com potência transformadora igual ou superior a 10 kVA. Conforme relatado no documento, a concessionária passou a exigir solicitação prévia de orçamento de conexão, sob pena de indeferimento automático dos projetos durante análise técnica.
No documento, o parlamentar questiona o fundamento regulatório da medida, se houve anuência prévia da ANEEL, além dos impactos econômicos, operacionais e concorrenciais gerados pela nova exigência. Também foram solicitadas informações sobre estudos técnicos e análises regulatórias que embasaram a implementação da medida.