Mandato-tampão
Vice-prefeita quer priorizar qualificação profissional e diz que 'atritos' estão superados
Valéria Bevilácqua quer buscar mais investimentos em cursos profissionalizantes e diz que candidatura foi 'decisão difícil'
13 de Junho de 2012, 15h14
A vice-prefeita Valéria Bevilácqua (PMDB) disse hoje que quer aproveitar a nova condição para reforçar o programa de qualificação profissional da Prefeitura de Rondonópolis. A declaração foi feita pouco depois da eleição indireta pela Câmara Municipal, em entrevista exclusiva concedida à TV Rondon (afiliada do SBT) e à reportagem do GazetaMT.
A nova vice-prefeita tem 50 anos e é filiada ao PMDB desde 2000 e evangélica. Casada com o médico e vereador Manoel da Silva Neto, ela também é jornalista e foi a primeira apresentadora de TV no município - na década de 90. Na gestão de José Carlos do Pátio Valéria Bevilacqua atuou no 'Balcão de Empregos', mas acabou deixando o setor após desentendimentos com a então secretária de Ação Social.
"A qualificação profissional pode mudar a vida de jovens e adultos. Sempre batalhei por mais investimentos nesta área e agora, como vice-prefeita, acredito que terei mais força para buscar esse apoio junto aos órgãos federais e estaduais", afirmou.
Valéria e o prefeito Ananias Filho vão cumprir um mandato-tampão que terminará em dezembro deste ano. O tempo é curto, mas, segundo ela, não diminui o entusiasmo e o otimismo.
"Acho que isso depende muito da situação e da capacidade de cada um. Há pessoas que, mesmo com muito tempo disponível, não conseguem render. Outras, apesar do tempo exíguo, conseguem agregar forças e mostram resultados. Estamos otimistas", disse ela.
Decisão difícil
Valéria Bevilacqua falou também sobre a crise que envolveu o PMDB no período que antecedeu a eleição indireta. Ela, o marido e boa parte do partido defendiam uma candidatura própria. O vereador Manoel da Silva Neto chegou a receber declarações de apoio do PSD, mas acabou recuando diante da reação dos colegas de bancada e dos grupos que queriam a coligação nas indiretas.
"O PMDB e a cidade já viviam um momento difícil por causa da cassação do prefeito José Carlos do Pátio e avaliamos que não seria interessante provocar uma nova divisão do partido neste momento. Foi uma decisão difícil, mas madura"avalia.
A escolha do nome dela como vice de Ananias foi definida após uma reunião com a bancada do PMDB, do PR e dos partidos aliados nas indiretas (PP e PPS), e teve também o aval do diretório municipal do PMDB - assegurando a unidade partidária.
"Os atritos são coisas do passado, já superamos isso. Agora o foco é na união de forças para dar as respostas que Rondonópolis deseja. Agradecemos o apoio de todos e queremos retribuir com muito trabalho", finalizou.